O que é planejamento escolar para a educação infantil

Em poucas palavras, o planejamento escolar inclui as ações de racionalizar e organizar as atividades do projeto pedagógico das escolas. O planejamento administra as modificações e também define as linhas de ação. Afinal, se escola é lugar de aprendizado não pode funcionar a base de imprevistos.

Cada instituição de ensino tem autonomia para elaborar o seu planejamento anual. Na educação infantil não é diferente. O sucesso dessa empreitada depende do quanto os professores se empenham, programam e planejam as atividades a serem desenvolvida.

Neste artigo, você aprenderá mais sobre o que se deve levar em conta no planejamento das escolas de educação infantil, os regimentos a serem cumpridos e os planos funcionais que são considerados pelos educadores.

O planejamento escolar racionaliza e organiza as atividades do projeto pedagógico das escolas.

Reinício do ciclo

Entra ano, sai ano, os coordenadores das escolas repetem o processo contínuo de planejamento, com datas certas para começar e acabar, já que o calendário escolar é dos ciclos mais bem definidos do ano.

É fato que, a qualquer momento, um fato novo pode provocar a redefinição como feriados não esperados ou alterações da dinâmica interna, exigindo a intervenção da administração no planejamento.

 

Para além da sala de aula

É exatamente esta a importância do planejamento escolar: o trabalho dos educadores da educação infantil é propositalmente sistemático. Os centros são o aprendizado, o contexto social e os alunos. Por essa razão, a complexidade do trabalho está não só vinculada apenas à sala de aula, mas também às exigências sociais e às famílias dos alunos.

Não se trata apenas de preencher formulários para controle pedagógico, mas também organizar as ações político-pedagógicas, considerando problemáticas sociais concretas, econômicas e culturais que envolvem a comunidade.

 

A quem serve o planejamento escolar

Conforme mencionado no início deste artigo, o objetivo do planejamento é claro e evidente: evitar a improvisação. Há algo, porém, que o planejamento nos ensina que devemos preservar.

O planejamento favorece a explicitação dos princípios, das diretrizes e dos procedimentos do trabalho do docente, articulando-os com o contexto social.

O planejamento também assegura a unidade e a coerência do trabalho nas escolas. Com planejamento, é mais fácil aperfeiçoar os progressos, selecionar o material didático em tempo hábil e replanejar o trabalho frente a novas situações que possam ocorrer.

Coordenadores e professores garantem que o planejamento dever ser um guia de orientação, na medida em que segue uma lógica sequencial.

Um dos segredos do bom planejamento é sua coerência, ainda que esteja esse aberto à flexibilização.

 

O papel dos professores frente ao planejamento

Unindo esforços, gestores e professores na educação infantil são os responsáveis pelo planejamento escolar. Ao mesmo tempo que são agentes de planejamento, os professores se beneficiam dele.

Os professores utilizam o planejamento para ir criando e recriando, quando preciso, sua didática, além de enriquecer sua prática profissional. Por isso, o planejamento deve ser encarado como uma oportunidade para professores refletirem sobre seu trabalho dentro da lógica da auto-observação.

Os gestores, por sua vez, têm no planejamento uma tarefa a mais: a formulação do Plano Político-pedagógico de Gestão Escolar, o qual discutiremos no próximo item.


Os professores utilizam o planejamento para ir criando e recriando sua didática

 

O planejamento escolar e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação abrange “os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Por força, portanto, dessa lei as instituições de ensino devem formular o planejamento e o desenvolvimento do projeto pedagógico. Há, portanto, pontos da LDB que, obrigatoriamente, precisam ser cumpridos na formulação do planejamento escolar. Vamos conhecer alguns deles.

Nos termos da LDB, os cursos de Educação Infantil terão carga horária de 200 dias letivos no ano civil. Há, ainda, a obrigatoriedade de formulação do Plano Político-pedagógico de Gestão Escolar, um instrumento de trabalho dinâmico e flexível que propõe ações para a execução da Proposta Pedagógica da escola em um determinado período letivo e norteia o gerenciamento das ações escolares.

No Plano de Gestão, a escola deve apresentar sua proposta de trabalho, ressaltando seus principais problemas e os objetivos a alcançar. A escola, no Plano de Gestão, explicita, também, como, por quem e quando as ações serão realizadas, bem como os critérios para acompanhamento, controle e avaliação do trabalho desenvolvido.

Conheça outras exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para a educação infantil:

● A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até cinco anos.

● A avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento.

● Um das regras é o atendimento à criança de, no mínimo, quatro horas diárias para o turno parcial e de sete horas para a jornada integral.

● O controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas.

Todas essas exigências devem ser levadas em conta no planejamento.

 

O que deve conter o Plano de Gestão?

Resumidamente, o Plano de Gestão deve conter, no mínimo, a identificação e a caracterização da unidade escolar, de sua clientela, seus recursos físicos, materiais e humanos.

Além disso, supõe-se que ele deve incluir a caracterização da comunidade e sua disponibilidade de recursos, os objetivos gerais e específicos da escola, a definição de metas a serem atingidas e ações a serem realizadas.

Fazem parte também do plano de gestão a descrição dos cursos mantidos pela escola, das composições dos diferentes núcleos de trabalho que compõem a escola, dos projetos curriculares e atividades de enriquecimento cultural e dos critérios de acompanhamento, controle e avaliação do trabalho realizado pelos diferentes componentes do processo educativo.

Pela legislação em vigor, as escolas têm liberdade para adotar a linha pedagógica que considerem mais apropriada

 

E o projeto pedagógico?

Até agora, aprendemos que o planejamento escolar inclui as ações de racionalizar e organizar as atividades do projeto pedagógico das escolas. Mas, afinal, o que é um projeto pedagógico?

O projeto pedagógico é denominado também Plano Escolar, no qual são esboçados os objetivos gerais e específicos educacionais da escola, assim como as metas a atingir, formas de acompanhamento e avaliação dos alunos.

O projeto evidencia a faixa etária a ser atendida, os conteúdos programáticos para cada série e os resultados que se pretende obter, ao esboçar a metodologia pedagógica escolhida: sócio construtivismo, Montessori e outras.

Segundo a lei atual, as escolas têm liberdade para adotar a linha pedagógica que considerem mais apropriada, desde que respeite a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional exige, por exemplo, que o Projeto Pedagógico seja acompanhado do Regimento Escolar, no qual estão os objetivos educacionais gerais e específicos da escola, suas metas de trabalho, seu regime de funcionamento e a descrição dos direitos e deveres da direção, coordenação, professores, funcionários, pais e alunos.

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