O que não fazer nas mídias digitais da sua escola

Gerenciar as mídias digitais é fator essencial para garantir a boa imagem da escola.

Mídias digitais, em tempos de pleno acesso à internet e redes sociais, grande parte das instituições precisam dar uma atenção mais que especial a todos os detalhes que envolvem os conteúdos publicados nas mídias digitais.

O motivo não é em vão. Pesquisas na área de marketing comprovam que a grande maioria da população escolhe produtos e serviços a partir da consulta aos principais canais de comunicação digital das empresas, tais como Facebook, Instagram, Youtube etc.

Entretanto, muitas instituições ou empresas, por falta de conhecimento exato quanto a este assunto que ainda é novo para muita gente ─ o marketing digital ─, acabam cometendo alguns erros que poderão prejudicar o bom andamento dos negócios.

Por este motivo, elaboramos uma relação de itens que dizem respeito ao que não fazer nas mídias digitais da sua escola. Acompanhe!

1. Colocar fontes duvidosas


Nada pode ser mais prejudicial para a imagem de uma instituição educacional que vincular conteúdos de fontes duvidosas em seus canais de comunicação, principalmente nas mídias digitais que possuem um alcance de acessos infinitamente maior.

A escola, por sua natureza, deve sempre ser a fonte mais confiável de informação. Logo, ao falar sobre determinados assuntos nas redes sociais, sejam notícias, curiosidades ou qualquer outro, é imprescindível que os mesmos estejam vinculados a sites e profissionais confiáveis.

Em hipótese alguma deve-se vincular à imagem da escola conteúdo duvidoso de alguns sites de entretenimento, blogs ou qualquer outra fonte que prejudique a credibilidade da postagem e, consequentemente, da instituição. Portanto, caberá ao responsável pelas publicações feitas nas mídias digitais pesquisar um pouco mais a informação para verificar sua veracidade.

Uma boa alternativa consiste em ter um histórico de sites e páginas confiáveis, o que irá economizar o tempo de checar informações e oferecerá muito mais segurança quanto à postagem.

2. Restringir a linguagem a um público

Todas as escolas precisam estabelecer uma comunicação eficaz com basicamente dois públicos: Jovens e pais ou responsáveis por eles.

Desta maneira, um dos erros mais comuns cometidos pelas escolas ao divulgar seu conteúdo nas mídias digitais consiste em utilizar uma linguagem excessivamente formal, buscando atingir apenas os pais ou responsáveis.
Por outro lado, até mesmo estabelecer uma comunicação apenas “infantil” ou jovial demais também não é recomendado. É necessário equilibrar a linguagem e conteúdo de imagens que busquem atingir estes dois públicos, ou seja, que atenda os pais ou responsáveis, mas também os alunos.

3. Descuidar das fotos e imagens

As fotos e imagens sem dúvida alguma consistem nos grandes elementos referentes ao conteúdo publicado nas redes sociais. Como menciona o antigo ditado: “Uma imagem diz mais que mil palavras. ”

Para que estes recursos visuais atinjam o objetivo desejado, é indispensável que eles sigam algumas recomendações. São elas:

Prezar pela qualidade das fotos
Um erro brutal nas redes sociais de muitas instituições consiste em publicar fotos tiradas pelo celular, posto que a resolução delas ainda não é tão boa quanto a de uma máquina profissional, por exemplo.

Isso sem contar que jamais deverão ser postadas fotos tremidas ou embaçadas. Além de não seguirem normas básicas de estética, elas denotam um certo descuidado, prejudicando imensamente a imagem da escola. No âmbito institucional é imprescindível que as fotografias sejam feitas por um profissional, já que ele entregará um trabalho de máxima qualidade, influenciando na credibilidade da página.

As pesquisas de marketing digital comprovam que as instituições ou empresas que investem na qualidade de suas fotos e imagens, possuem maior índice de curtidas e compartilhamentos, alavancando seus produtos ou serviços.

Colocar legendas e descrições
O objetivo das legendas ou descrições de fotos é informar o leitor quanto ao que de fato aconteceu. Por isso, não há necessidade de grandes textos.

Basta explicar brevemente a importância do momento registrado para a instituição, pessoas envolvidas e até mesmo para a comunidade.

Por exemplo: O registro fotográfico dos alunos aprovados no vestibular poderá parabeniza-los na legenda, mencionando a satisfação da instituição e uma pequena frase de um deles relatando a alegria deste momento.

Criar álbuns
Ao publicar uma grande quantidade de fotos, ao invés de postá-las separadamente, a melhor alternativa é criar um álbum.

Muitas postagens diferentes sobre o mesmo evento acabam “sobrecarregando” a timeline dos usuários e desfocam a atenção.

Por isso, o ideal é reunir as fotos em um álbum nomeando-o com título e data do evento.

4. Usar as mídias digitais para tudo


É indispensável que as escolas jamais utilizem as redes sociais como canal exclusivo de comunicação com alunos, pais ou responsáveis.

Desta forma, todos os avisos de caráter informativo e comercial deverão ser fixados e divulgados em locais acessíveis, evitando o esquecimento de datas importantes quanto a provas, eventos, prazos de mensalidades etc.
As escolas jamais poderão abrir mão dos canais convencionais de comunicação em virtude da utilização das mídias digitais.

5. “Infantilizar” a instituição onde há também alunos de ensino médio


Para as escolas que possuem uma estrutura em atendimento ao ensino fundamental e médio, é indispensável atender a estes dois públicos, que são bem diferentes.

O grande erro de muitas escolas é “infantilizar” demais a instituição onde há também alunos do ensino médio.
Desta maneira, como poderá haver identificação por parte dos alunos mais velhos se a escola vive em função do ensino infantil?

Para agradar os dois públicos, é essencial mesclar o conteúdo da comunicação estabelecida das mídias digitais tanto no que diz respeito à linguagem escrita quanto aos recursos de imagem, buscando atingir todas as faixas etárias dos alunos vinculados à instituição.

6. Exagerar nas publicações


O exagero quanto às publicações consiste também em um dos erros muito cometidos com relação às mídias digitais das escolas.

De forma geral, são dois os principais. Um deles diz respeito ao excesso de postagens. Atualmente, por mais que as pessoas se mantenham conectadas, ninguém tem tempo de ler tantas informações divulgadas nas redes sociais.
Além disso, o excesso de conteúdo, seja ele escrito ou em imagens, causa um certo “cansaço” para o leitor, aumentando inclusive a possibilidade dele “descurtir” a página.

O ideal é estabelecer um número máximo de publicações por semana, não passando de uma por dia.
Outro erro com relação às postagens consiste em supervalorizar a escola, colocando conteúdos que não revelam a realidade da instituição.

É indispensável que a comunicação seja natural, sem jamais oferecer ou mostrar algo além do que a instituição poderá oferecer. Nada pode ser mais prejudicial para qualquer organização que a dita “propaganda enganosa” ou forçada.

7. Deixar de transmitir a missão e os valores da instituição


No que se refere à comunicação nas mídias sociais, um dos erros das escolas diz respeito a não transmitir em seus conteúdos a missão e valores da instituição.

Muitas escolas acabam focando somente nos serviços oferecidos, corpo docente etc. Principalmente no setor educacional, é fundamental divulgar a missão e valores da instituição, fortalecendo sua imagem diante da comunidade ao revelar seu senso de comprometimento para com seus alunos, familiares e sociedade como um todo.

Também é muito interessante que a escola vincule às redes sociais conteúdos relacionados a projetos socioambientais desenvolvidos pela instituição ou algum outro no qual ela seja parceira.

Nada é tão bem visto atualmente quanto um legítimo comprometimento socioambiental por parte das empresas, principalmente aquelas ligadas à área da educação, já que ela é responsável por desenvolver o senso de cidadania nos jovens e crianças.

Um caso de sucesso quanto à divulgação de uma ação socioambiental realizada pela escola, consiste na publicação de fotos dos alunos plantando mudas em alguns pontos da cidade no Dia da Árvore, por exemplo. Imagens caprichadas e boas legendas poderão ser suficientes para aumentar a credibilidade da escola perante a população.

8. Deixar de publicar histórias de superação


Quando as pessoas pensam na palavra educação, logo vem à mente a superação dos próprios limites. Por esta razão, as pessoas se encantam com belas histórias sobre a superação de grandes desafios por parte dos alunos.

Além disso, para o aluno e seus pais ou responsáveis, nada é tão gratificante quanto ver que todo esforço valeu a pena ao ter sua imagem vinculada a um caso de sucesso. Por isso, publicar nas redes sociais da escola histórias de alunos que passaram em concorridos vestibulares, que ganharam algum campeonato esportivo ou que obtiveram prêmios de redação, torneios de matemática etc, são essenciais para fortalecer a imagem da instituição.

9. Não ser participativo


Infelizmente, muitas escolas ainda mantem uma estrutura muito centralizada quanto à comunicação, incluindo as mídias digitais. Para usufruir de todos os benefícios fornecidos por estes canais, é fundamental que alunos, pais ou responsáveis possam participar quanto ao planejamento dos conteúdos.

Muitas das vezes, os jovens têm muito a contribuir e entender suas necessidades e anseios é fundamental na hora de definir os conteúdos a serem publicados.

10. Não publicar conteúdos complementares


No que diz respeito à gestão das mídias digitais das escolas, outro erro muito comum consiste em não vincular os chamados conteúdos completares ao site, páginas do Facebook ou até mesmo canal no Youtube.
O conteúdo complementar se trata daquelas informações que não estão diretamente relacionadas à escola, mas que possuem um caráter educativo ou de auxílio ao aprendizado.

Por exemplo, na página de Facebook de uma escola, publicar um artigo a respeito de dicas de memorização consiste num excelente conteúdo complementar, já que não está se referindo à instituição, mas agregando conhecimento para quem acessa a página ou blog.

É preciso que a instituição tenha bem claro que antes de qualquer coisa sua grande missão é educar. Somente com ela bem fortalecida perante a comunidade, alunos, pais ou responsáveis, é que a escola obterá os melhores resultados em todos os aspectos.

11. Deixar de vincular entrevistas com professores


Muitas instituições educacionais possuem renomados e talentosos professores em seu corpo docente, entretanto, elas esquecem de dar a eles a devida importância. Uma simples entrevista com perguntas e respostas interessantes e objetivas poderão se transformar em excelentes conteúdos para as mídias digitais da escola.

Para instituições que possuem alunos no ensino médio, um momento propício para divulgar estas entrevistas é algumas semanas antes do Enem e dos principais vestibulares. Esta estratégia aumenta muito o número de acessos aos canais, pois fornece conteúdo de qualidade e que vai ao encontro da necessidade do público-alvo.

Além disso, realizar entrevistas com os professores é uma interessante maneira de motivá-los e ao mesmo tempo demonstrar toda capacidade intelectual dos seus profissionais, passando ainda mais credibilidade para a população.

12. Negligenciar número de curtidas e comentários


No caso de instituições e empresas, não basta criar contas nos canais de mídias digitais sem atentar-se para os indicadores fundamentais quanto ao desempenho delas.

No caso das escolas, também é essencial analisar o número de curtidas e comentários feitos em cada post, já que eles são importantes indicativos quanto aos demais conteúdos que deverão ser publicados.

Através desta simples análise, é possível verificar quais conteúdos são mais absorvidos pelo público, assim como também aqueles que apresentam maior índice de compartilhamento e número de acessos.

A importância das mídias digitais para as escolas


As mídias digitais se transformaram em ferramentas indispensáveis para todas as instituições.

É de extrema importância que os responsáveis pela gestão das mídias digitais das escolas tenham consciência de que estes canais não se tratam de “revistas eletrônicas”, mas sim de importantes ferramentas de marketing que poderão interferir no sucesso da instituição.

Para que estas ferramentas proporcionem o efeito desejado, é indispensável preocupar-se com o desempenho delas, já que todo trabalho desenvolvido no que diz respeito aos conteúdos deve ter por objetivo atrair a atenção do seu público-alvo e fortalecer a imagem da instituição perante a comunidade.

É interessante ressaltar que as instituições educacionais, são por excelência formadoras e divulgadoras de opinião. Por este motivo, é fundamental que elas mantenham em todos os seus canais de comunicação um conteúdo significativo para as pessoas.

Sobretudo neste momento onde os brasileiros valorizam cada vez mais o poder transformador da educação, as instituições que naturalmente buscam entregar bons serviços e conteúdos de relevância, certamente obterão muito mais destaque no mercado.

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