O ambiente de uma escola modelo influência no aprendizado?

Por que o ambiente de uma escola modelo incentiva mais o aprendizado?

No Brasil, um dos temas mais polêmicos é a educação. Atualmente, o país sofre com a falta de verba para este setor que é de grande importância para o crescimento da sociedade.

Antes de tudo, é importante salientar o papel da educação. Se formos pensar mais afundo sobre o tema, podemos, antes de mais nada, explicitar que uma das coisas que nos difere de outras espécies de animais é a longa duração da infância.

E é justamente neste período que estamos com maior disposição para aprender. Mesmo nascendo sem nenhum conceito, nossa raça possui esta característica de se desenvolver as várias habilidades inatas, dependendo do meio que a criança é inserida. Tanto pelo lado físico, quanto o social.

Por essas características peculiares é que podemos afirmar, com toda certeza, que o desenvolvimento humano não aconteceria como nós conhecemos caso não existisse uma sociedade.

Educação na história

Veja bem, nas sociedades primitivas, todo o sistema educacional ficava por conta dos adultos, grandes responsáveis por transmitir o conhecimento e a cultura aos mais jovens. Jovens estes que quando cresciam viravam os próximos educadores.

Desta forma, vemos que a educação tem um papel de manutenção daquilo que conhecemos como ordem social. Contudo, durante vários séculos da nossa história, ter acesso à educação era coisa de grande privilégio, mais do que possamos imaginar.

Como nesta época a escola tinha grande função de preservar os valores da sociedade, erroneamente se pensava que uma educação igualitária seria prejudicial a este sistema. Este modelo só passou a ser colocado em xeque já no século XVIII, com a chegada do Iluminismo.

Nesta época, o pensamento do homem mudou completamente e, desta forma, começou a se discutir sobre a igualdade das pessoas e consequentemente, as diretrizes do ensino também mudaram. Agora, o entendimento era de que o ensino e a educação deveriam ser abrangente e para todos.

Educação, transformadora da sociedade

A educação tem como grande objetivo a transformação da sociedade. A tendência é formar cidadãos críticos. A proposta de uma escola-modelo e contemporânea é discutir a sociedade, de forma a apontar as várias contradições e, desta forma, usar a educação como uma ferramenta transformadora.

De um ponto de vista pouco teórico mas concreto, trata-se de tornar a educação um alicerce na luta contra a discriminação e as classes menos favorecidas da sociedade, principalmente aquelas com baixo poder financeiro, que ainda hoje não têm acesso a uma educação de qualidade.

Independente da classe social, é de grande importância o investimento em que chamamos de escola-modelo. Se pudéssemos pensar em uma receita milagrosa para melhorar nosso ensino, sem sombra de dúvida, uma infraestrutura de qualidade, com uma boa gestão e professores altamente qualificados seria um ótimo caminho a seguir em busca do sucesso.

Isso, inclusive, já foi vastamente discutido e analisado em vários encontros entre representantes de colégios do Brasil. Quando se fala em escola modelo, sabemos que é um método educacional totalmente diferente do que vemos Brasil afora.

Infraestrutura e professores qualificados são ferramentas para melhorar o ensino

Escolas modelos

As escolas modelos são lugares que normalmente escolhem seus alunos através de uma prova nacional. Nestes locais, existem uma infraestrutura de ótima qualidade e turmas pequenas, o que facilita o aprendizado do aluno. Geralmente as aulas são ministradas de segunda a sábado.

Além disso, não podemos esquecer da participação integral dos professores, que são bem remunerados e contam com infraestrutura a favor de realizar seu trabalho com competência.

Imagine só uma escola em tempo integral, onde os alunos são motivados a realizar as mais diferentes atividades. Salas de 15 a 20 alunos, o que facilita a comunicação entre professores e estudantes. São vários estímulos positivos para o sucesso educacional das escolas modelos.

Entre as escolas modelos, ainda temos ensino diferenciado. Várias delas, por exemplo, além de toda a infraestrutura, investem em um sistema educacional bilíngue, que é altamente positivo, principalmente se formos pensar no mercado de trabalho que uma criança enfrentará quando estiver na fase adulta.

Atualmente, é fácil identificar os vícios das nossas escolas tradicionais, que investem muito pouco em infraestrutura e utilizam muito mal os espaços. Grande parte destes sistemas de ensino, possuem os espaços compostos apenas de carteiras, lousa e cortinas. Totalmente diferente de uma escola-modelo.

Para não restar dúvida, um ambiente como este estimula pouco o aluno, e isso é visto a todo dia devido ao caos denunciado pelos veículos de comunicação sobre o descaso da educação brasileira, principalmente quando falamos do ensino público.

Escolas modelos e Escolas Públicas

Diferentemente deste contexto, as escolas modelo se utilizam de salas ambientes, que são interessantes, e estimulam o aprendizado dos adolescentes e dos jovens. Imagine uma sala destas em uma aula de história, onde se tem mapas, livros, DVDs e outras ferramentas. Isto, definitivamente, estimulará o aprendizado e a curiosidade do aluno.

Junto com isso, fica muito mais fácil, assim como vemos nas escolas modelos, que seja incentivado o desenvolvimento de atitudes consideradas positivas, como a convivência harmônica entre as pessoas, a solidariedade, o respeito e a tão falada paz. Isso tudo contribui para um sistema pedagógico eficiente e prático.

Unidas

Em encontros entre escolas públicas e privadas, é de comum acordo que o sucesso da educação esteja ligado diretamente à valorização do professor. Inclusive, para a maioria dos diretores, este é um ponto importante na educação, se quisermos melhorar e preparar melhor nossos jovens para o futuro.

Contudo, nem todas as perspectivas são negativas, principalmente se olharmos para o passado. Antes, tínhamos escolas privadas apenas para os filhos da burguesia e outra para os filhos dos operários, o que, em termos educacionais, é péssimo.

Portanto, apesar de nem todas as escolas seguirem as diretrizes que estão dando certo nas escolas-modelo, o panorama ainda sim é bem melhor que no passado.

Para se chegar a um consenso de melhoria é preciso assegurar que todo o currículo seja interdisciplinar. Em uma linguagem de fácil entendimento, isso quer dizer que os conteúdos ministrados entre si precisam manter um diálogo permanente, contextualizado, para que a educação, de forma geral, seja beneficiada pelo método utilizado nas escolas-modelo.

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5 indicadores para ser uma escola referencia

A qualidade é um fator decisivo em qualquer empreendimento. No caso das instituições de ensino, ela é imprescindível para garantir bons resultados. Uma boa escola é capaz de proporcionar aos alunos ambientes propícios à convivência e à aprendizagem e, consequentemente, consegue conquistar a confiança dos pais dos estudantes.
Pode-se questionar o que exatamente é qualidade e como se pode avaliá-la, mas já existem indicadores que podem auxiliar a mensurar o nível da instituição de ensino em variados aspectos. Veja neste artigo os 5 indicadores principais que podem fazer com que a escola se torne um exemplo no ramo!

Orientações gerais

Os indicadores têm o objetivo de permitir que os pontos fortes e fracos da escola sejam identificados. Assim, será facilitado o diagnóstico dos problemas e, uma vez conhecidos, eles poderão ser combatidos através de planos de ação que promoverão mudanças.
O ideal é que haja uma discussão com a participação de toda a comunidade escolar (alunos, pais, funcionários, professores e diretores) para que ocorram reflexões sobre os diferentes aspectos da instituição de ensino. Serão apresentados, a seguir, os 5 principais tópicos que devem ser debatidos e levados em consideração para verificar a qualidade da escola.

Ambiente educativo

O caráter educativo da escola deve ser a prioridade. Apesar de isso parecer óbvio, nem sempre é devidamente valorizado na prática. É comum que as instituições priorizem a memorização de informações e não promovam a formação cidadã dos estudantes.
Uma escola modelo, no entanto, garante que os alunos sejam educados para a convivência em sociedade e aprendam valores éticos. O ensino de qualidade engloba a amizade, o respeito, a disciplina e outros fatores. Para observar como está o nível da escola em relação a esses temas, são pertinentes os questionamentos:

-> Existe solidariedade e altruísmo na escola?
-> Os alunos estão satisfeitos, sentem-se bem no ambiente escolar?
-> Os professores e funcionários gostam das funções que desempenham?
-> Existe respeito por parte dos alunos, dos professores, dos diretores e dos pais?
-> As regras preestabelecidas de convivência são divulgadas e cumpridas?
-> Em caso de transgressão, o tratamento é adequado e justo?

Prática pedagógica e avaliação

As condutas dos professores são importantes para garantir um aprendizado satisfatório. Em vez de cobrarem que os estudantes decorem informações, devem estimular os alunos a compreendê-las, interpretá-las e relacioná-las. Para isso, o docente deve conhecer as limitações de seus alunos e encorajá-los a superá-las.
Além dos métodos de ensino, é importante levar em conta como ocorrem as avaliações, pois observar o nível dos alunos é essencial para que os professores façam um bom planejamento das aulas. É positivo que os estudantes possam opinar sobre o tipo de avaliação que farão e também é recomendável que a autoavaliação seja incentivada. Sobre essa dimensão da escola, é necessário refletir sobre as seguintes questões:

-> Os docentes fazem planejamentos para as aulas e trocam experiências com os colegas para fazê-los?
-> Os professores empregam variados recursos metodológicos para tornar a aula mais dinâmica?
-> Nas aulas, são estabelecidas relações entre os conteúdos estudados e o cotidiano dos alunos?
-> Os alunos são tratados em suas individualidades e têm seu ritmo de aprendizagem respeitado?
-> As notas são distribuídas de modo a contemplar diferentes atividades?
-> Os professores acompanham o aprendizado dos alunos e notam as evoluções e as dificuldades?

Uma escola exemplar é aquela em que os professores acompanham de perto o aprendizado dos alunos

Gestão escolar democrática

Nenhum estabelecimento deve ter uma gestão unilateral; é na coletividade que as decisões devem ser tomadas. Portanto, devem ser promovidos conselhos escolares, grêmios estudantis e reuniões para a discussão de aspectos relevantes da administração da instituição.
A gestão deve ser democrática e transparente. Sendo assim, os administradores devem ouvir as expectativas, sugestões e reclamações de todos e também compartilhar com eles o planejamento. Para verificar se a gestão está ocorrendo de forma responsável e participativa, é preciso questionar:

-> Existe um canal comunicativo eficaz entre a direção, os professores, os funcionários os alunos e os pais?
-> As informações relevantes sobre a escola (os projetos, calendário letivo etc.) são disponibilizadas para todos?
-> Há um Conselho Escolar organizado e atuante?
-> Existem grêmios estudantis que opinam e são ouvidos sobre as decisões da escola?
-> Quando são promovidas reuniões, as mães, pais e responsáveis pelos alunos comparecem e se inteiram da situação da escola?
-> A escola desenvolve projetos em conjunto com outras instituições da sociedade (ONGs, fundações, universidades etc.)?

Formação e desempenho dos funcionários

O sucesso da escola resulta do trabalho de toda a equipe. Ele não depende apenas de gestores ou de professores, mas também dos demais profissionais que compõem a instituição. Para que bons resultados sejam alcançados e a escola se torne uma referência, deve haver uma parceria entre todos eles.
Deve-se garantir, portanto, que os funcionários tenham competência para realizar as tarefas a eles atribuídas. É preciso, também, verificar se a escola conta com um número suficiente de profissionais em cada área e se eles são motivados a melhorar. Sobre essa questão, é conveniente pensar sobre as seguintes questões:

-> Os professores têm formação na área em que lecionam?
-> Os docentes têm oportunidade e incentivo para participarem de cursos de formação continuada?
-> São realizados encontros para que supervisores e docentes possam trocar ideias sobre metodologias de ensino e formas de avaliação?
-> A escola conta com professores e funcionários em quantidade suficiente?
-> Os profissionais são assíduos e pontuais no cumprimento de seus deveres?
-> A equipe, principalmente a de professores, é estável ou passa por constantes trocas?

Ambiente físico escolar

O espaço escolar é um aspecto importante para o desenvolvimento das atividades curriculares e extracurriculares, portanto, precisa receber a merecida atenção. O ambiente deve ser agradável, arejado, arborizado e propiciar o convívio.
Assim sendo, a escola exemplar deve contar com espaço que seja suficiente, bem-aproveitado e de qualidade. É necessário verificar se os ambientes são funcionais e estão em bom estado. Acerca desses fatores, são relevantes os seguintes questionamentos:

-> Os ambientes escolares estão adaptados para receberem pessoas com deficiência?
-> A escola disponibiliza um pátio para ser utilizado pelos alunos nos momentos de lazer?
-> Existe algum espaço destinado aos esportes, como quadras e ginásios?
-> A instituição conta com diferentes instrumentos didáticos que podem ser utilizados pelo professor (quadro, retroprojetor, livros, jornais, revistas etc.)?
-> Existe laboratório de informática com acesso à internet?
-> Há bibliotecas bem-equipadas, organizadas e amplas?

A escola de qualidade tem compromisso com a manutenção de seus espaços de estudo e de lazer, como a biblioteca

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Qual a sua opinião sobre esses indicadores de qualidade da escola? Pretende realizar essas reflexões junto a sua comunidade escolar? Queremos saber o que você pensa a respeito!
Para mais informações sobre como garantir que a escola seja uma referência, não perca os outros artigos do site! Há sempre novos textos relevantes sobre a qualidade da escola.

Qual o papel do diretor de escola?


A habilidade em liderar é indispensável para um diretor de escola.

Sem dúvida alguma, as questões relacionadas ao campo da educação estão ganhando uma importância cada vez maior no Brasil.
Os cidadãos começam a ter mais consciência política e isso proporciona um cenário muito favorável para que as instituições revejam suas metodologias pedagógicas e estratégias de gestão.

Além disso, a importância do trabalho dos professores quanto à formação das bases sólidas para nossa nação está ganhando cada vez mais notoriedade. Isso revela a urgência da sociedade valorizar o empenho destes profissionais.
Logo, os principais desafios que envolvem o trabalho de um diretor de escola dizem respeito à busca pelo equilíbrio entre a função de educador e gestor, trabalhando de forma eficaz nestes dois aspectos.

Pelo lado da gestão, é indispensável que o diretor encare a escola como uma empresa, pois para que ela se mantenha funcionando corretamente é preciso seguir determinadas regras em nome da eficiência quanto à utilização de todos os recursos envolvidos, sejam eles humanos, financeiros ou materiais.

Por uma outra perspectiva, a do educador, cabe ao diretor a responsabilidade de conscientizar sua equipe de professores, coordenadores e demais colaboradores a jamais tratarem os alunos apenas como um número na lista de chamada, mas sim como indivíduos que se transformarão em importantes agentes sociais.
Para que seja possível conhecer um pouco mais sobre as principais funções que envolvem o valioso trabalho de um diretor de escola, elencamos algumas etapas fundamentais para a execução dessa missão. Acompanhe!

Planejar

A função de planejar é essencial para o bom andamento de qualquer instituição ou empresa, sobretudo uma escola, pois ela lida com um dos bens mais preciosos para a vida de qualquer pessoa: A educação.
Entre as atribuições mais importantes do diretor está realizar o planejamento pedagógico, que consiste em definir junto à equipe de coordenadores e professores, todo conteúdo e atividades que nortearão o trabalho deles durante o ano.
Além disso, caberá também a este profissional o planejamento com relação aos orçamentos, calendários, número de vagas ofertadas e disponibilização dos recursos, garantindo o bom andamento de todas as rotinas no âmbito escolar.

Organizar

A função de organizar diz respeito a “dar corpo” para tudo que foi planejado. Logo, ao diretor de escola cabe a responsabilidade de movimentar recursos humanos, financeiros e materiais no intuito de cumprir objetivos e metas de curto, médio e longo prazo.
O diretor deverá delegar funções e responsabilidades entre todos os colaboradores da escola, abrangendo a equipe administrativa e principalmente os professores e coordenadores pedagógicos que estão na “linha de frente” do processo educacional.
Além de delegar, é necessário cobrar resultados com a finalidade de fazer com que todo planejamento seja cumprido. Logo, acompanhar e exigir o melhor desempenho também é papel da diretoria.

Orientar

Para muito além de todas as atividades de gestão, é absolutamente imprescindível que o diretor exerça um papel de orientador no sentido educativo do termo.
Isso significa dizer que caberá ao diretor de escola estar sempre disposto a ouvir todos os integrantes da sua equipe quanto aos desafios enfrentados no dia a dia.
Não é novidade que os professores sofrem uma grande pressão. Logo, para que eles consigam oferecer o melhor ensino aos alunos, antes de tudo é preciso que eles sejam compreendidos e respeitados.
É fundamental que o diretor faça reuniões em grupo e individuais, reservando um tempo para dedicar aos professores que exercem um papel fundamental não somente para a escola, mas sobretudo para a vida dos alunos e a sociedade como um todo.
É também indispensável que o diretor esteja aberto para conhecer as necessidades dos alunos, colocando-se à disposição para ouvi-los e também atender aos pais, que muitas vezes necessitam de uma orientação pontual quanto ao desempenho dos filhos ou sobre a estrutura oferecida pela escola.

Liderar

Liderar é muito mais que ocupar um cargo a nível de diretoria. Trata-se de uma habilidade desenvolvida e exercitada diariamente.
Por esta razão, ao diretor de escola também é dada a missão de inspirar sua equipe para que todos possam entregar o melhor de si. Isso reflete tanto no aprendizado dos alunos quanto no que diz respeito ao relacionamento entre os colegas de trabalho, tornando a equipe coesa, cooperativa e motivada.
Não poucas as vezes, será necessário que o diretor atue na solução de conflitos seja entre colegas, professores e alunos ou até mesmo professores e pais ou responsáveis.
Para isso, é imprescindível agir com bastante equilíbrio emocional e conhecimento quanto a todas as normas, leis e procedimentos aplicados no âmbito educacional.
Desta maneira, este profissional precisa estar muito bem preparado para todas as situações que exijam autoridade, firmeza e ao mesmo tempo serenidade e paciência.

Favorecer a capacitação

Para que os professores e demais colaboradores de uma escola possam apresentar um desempenho cada vez melhor, é extremamente necessário que o diretor favoreça a capacitação dos profissionais.
Ele poderá fazer uma escala para realização de cursos de aperfeiçoamento, assim como propor políticas de incentivo salarial para professores que melhoram seu nível de formação por meio da realização de cursos de especialização, por exemplo.

Analisar as métricas

Para que a eficácia quanto ao trabalho realizado pelo diretor de escola, professores e demais membros da equipe seja possível de ser mensurada, é necessário analisar as métricas.
As métricas consistem em resultados quantificados quanto a tendências, comportamentos ou variáveis.
Por exemplo, se determinada escola estabeleceu como objetivo de médio ou longo prazo aumentar o número de alunos aprovados no Enem, uma métrica interessante a ser analisada trata-se do índice de aproveitamento do conteúdo, demonstrado nas notas de redação dos alunos do terceiro ano.
Em um país como o Brasil que infelizmente ainda apresenta grandes defasagens quanto ao processo educacional de crianças, adolescentes e jovens, o trabalho e dedicação do diretor de escola torna-se ainda mais importante.
Acima de tudo, este profissional deverá ter profundo amor pelo que faz, conhecendo a fundo as questões mais cotidianas que envolvem o trabalho dos professores em uma sala de aula.
Com toda certeza, nossos mestres precisam ser devidamente valorizados e motivados para que cada vez mais eles possam contribuir para o futuro da nação, formando pessoas comprometidas com a ética e senso de cidadania.

Educação e cidadania: A chave para um mundo melhor.

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O que é a Gestão Pedagógica?

Uma verdade onipresente: as escolas têm sido cada vez mais criticadas.

Em almoços de família e na mídia, o que não falta são pessoas apontando defeitos que julgam interferir na educação das crianças, em alguns casos, seus próprios filhos:

Os professores são muito moles. Os alunos são muito desinteressados. E talvez o mais importante: os pais são muito omissos porque jogam a responsabilidade nos ombros do professor.

Ver e apontar a necessidade da mudança é mais fácil que arregaçar as mangas e mudar de fato. Conquistar transformações internas na escola é um processo árduo, pois mudar um sistema que pouco aceita sugestões e já é organizado daquela forma requer muita paciência. Até porque há muita resistência do sistema educacional, tanto por medo de tentar o novo quanto por costume a certos velhos hábitos que aparentemente funcionam.

Encontrar uma nova forma de trabalhar a educação refere-se a repensar a forma de ensinar.
Para o professor, isso implica em recriar seu comportamento e atitude em sala de aula e fora dela, na frente do estudante, para entender o que ele deve passar para o aluno e em como fará isso.

 

A escola e seu papel na sociedade

Desde que existe, a escola sempre ensinou muito mais que apenas conteúdos didáticos. Uma de suas obrigações é formar cidadãos conscientes através de competências e habilidades de que o indivíduo precisará para se encontrar na sociedade e tomar atitudes que não prejudiquem a ele e nem aos demais.

Nesse caso, competências e habilidades incluem pensamento ético e moral, que algumas escolas relacionam à religião e aos ensinamentos bíblicos.

É um ambiente de reflexão no qual o professor se transforma em mediador, em facilitador. Ele precisa criar situações que ensinem ao aluno o conteúdo proposto e situações que ele levará para toda sua vida.

 

A gestão pedagógica

Este termo é diferente da expressão “administração escolar” e pretende trazer elementos primordiais para aumentar a eficiência do ensino.

A gestão escolar pedagógica é a vertente com mais importância e significado da administração escolar. Não existe só em escolas regulares, mas também em instituições de cursos livres e profissionalizantes, idiomas ou curso superior.

É a responsável pela organização e pelo planejamento do sistema educacional.

A partir do estabelecimento de metas para aquele ano letivo, a gestão pedagógica administra os recursos disponíveis e procura novos, se for possível, escolhe quais serão as linhas de atuação aplicadas pelos discentes a fim de melhor cumprir essas metas e cria e coloca em ação projetos para complementar as ferramentas escolhidas no decorrer do planejamento.

Responsável pela área educativa da escola e pela educação que a instituição oferecerá aos matriculados, ela visa à melhoria da qualidade de ensino e o auxílio aos membros da comunidade onde a escola está inserida.

Também analisa o desempenho dos alunos, professores e funcionários: de toda a equipe escolar, que, unida, obviamente cria um trabalho muito mais consistente do que se cada um se esforçasse individualmente.

É de sua alçada, portanto: a criação e o estabelecimento dos objetivos gerais e específicos; planos de curso e de aula; avaliação; treinamento dos profissionais; valorização da ética, artes e físico; fornecer uma educação infantil de qualidade; envolver todos os professores na discussão do projeto pedagógico.

Todos os processos pedagógicos são revistos anualmente e, quando preciso, reformulados. As ferramentas de ensino e disciplina são revisadas, melhoradas ou eliminadas, tornando o sistema mais equilibrado e coerente com a linha de ensino exigida pelo Estado.

 

A hierarquia da gestão pedagógica

O Diretor é o “chefe” e seu braço direito é o Coordenador, quando essa função existe na instituição.

Administrar essas funções relaciona-se diretamente à organização e ao planejamento do sistema educacional, dos recursos humanos e tecnológicos necessários e à criação e ao estabelecimento de projetos pedagógicos.

É responsabilidade do Diretor garantir a eficiência desses projetos, mas não sozinho: coordenadores e professores precisam estar presentes na elaboração e na manutenção de todo o processo, apontando quais são os problemas, as melhorias e as necessidades. Os professores, principalmente, quando se trata dos alunos, por serem os profissionais que mais têm contato com eles.

Abaixo, listaremos algumas das principais funções dos diretores das instituições de ensino:

→ Relacionar conceitos, conteúdos e estratégias de ensino

→ Estabelecer, juntamente com coordenadores e professores, objetivos a serem cumpridos no decorrer do ano letivo, visando à melhoria dos processos pedagógicos e da transmissão do conhecimento

→ Encontrar e implantar os melhores recursos em prol da realização desses objetivos

→ Conseguir que profissionais de ensino e membros da comunidade onde a escola foi inserida assumam juntos o compromisso de melhorar a educação fora da escola, seja criando contextos de aprendizado externos seja reforçando os aprendizados transmitidos pelos discentes

→ Despertar o desejo de conhecimento: no professor, de transmitir; no aluno, de receber

→ Avaliar o trabalho exercido pelos professores e funcionários

→ Criar formas de envolver mais os alunos na própria educação, criando projetos externos viáveis ou escolhendo novos materiais e/ou métodos de ensino

→ Criar também um ambiente estimulante, que incentive o aluno e o professor a se relacionarem e trazerem o conteúdo ensinado para suas vidas

→ Manter um relacionamento estreito com os educadores, coordenadores, funcionários e alunos para ter um controle mais rígido da instituição, sem perdas de controle e fugas disciplinares graves

→ Estabelecer o foco de aprendizagem, atentando-se ao currículo e à grade escolar, à metodologia de ensino em vigência e sugerindo mudanças que melhorem a eficiência de todo o processo

A gestão escolar pedagógica não é o único pilar de uma escola, embora seja o principal.

Ela funciona em conjunto com várias outras, como a gestão administrativa, financeira, de recursos humanos, de comunicação e de tempo e eficiência dos projetos aplicados.

O perfeito funcionamento de uma instituição de ensino depende do equilíbrio entre essas diferentes administrações. Para que ele exista, são necessárias reuniões periódicas dos seus responsáveis, nas quais serão revistos os últimos relatórios de resultados positivos e negativos, os avisos de falhas ou potenciais melhorias e as necessidades.

O que é planejamento escolar – Ensino fundamental

O estudo é algo fundamental para a formação dos jovens e crianças. O conhecimento é passado pelo professor que deve utilizar as suas ferramentas para ensinar os alunos a criarem novas possibilidades para a construção de novas ideias.

Ensinar nem sempre é tão simples quanto parece, pois este é um processo que não se resume apenas à sala de aula. É preciso estar sempre ciente das diferenças sociais e culturais de cada aluno e suas experiências.

Neste artigo vamos falar sobre o planejamento escolar, um dos principais recursos utilizados pelos professores do ensino fundamental para alcançar as suas metas de ensino.

O que é planejamento escolar

O planejamento escolar é um processo de organização e coordenação das ações do professor, criando uma melhor articulação das atividades escolares e contextos sociais. Ele está relacionado à possibilidade de mudar, transformar e gerar comprometimento e responsabilidade.

Um planejamento escolar deve ser simples, coerente e flexível. Procure entender os alunos, suas dificuldades e diferenças culturais para montar um planejamento personalizado para aquela turma. Isso é muito importante para tornar o planejamento escolar mais efetivo.

Ao montar o planejamento é preciso incentivar a reflexão sobre nossas ações e opções. Ao ensinar esse tipo de pensamento para os alunos, o professor ajuda os alunos a não ficar tão entregues aos padrões estabelecidos pela sociedade, criando assim cidadãos mais críticos e flexíveis.

Os itens essenciais de um planejamento escolar para Ensino Fundamental

O planejamento escolar não é apenas um documento burocrático. É um documento feito para guiar o trabalho que será desenvolvido junto com os alunos durante o ano.

Do planejamento escolar é importante constar os objetivos, conteúdos que serão abordados e estratégias. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, nele serão decididos os conteúdos que serão trabalhados.

Entretanto, a elaboração do documento não se resume apenas ao simples preenchimento de cada um dos campos. É preciso refletir sobre as melhores formas de abordar cada conteúdo, levando em consideração as opções político-pedagógicas docentes e a individualidade de cada aluno.

Avalie todos os fatores sociais, culturais, políticos e econômicos que envolvem a comunidade escolar para ter como referência situações didáticas concretas.

Veja a seguir alguns aspectos importantes que devem ser considerados na elaboração de um planejamento escolar para ensino fundamental:

Objetivos gerais – Nos objetivos gerais deve ser definido o resultado esperado no fim do processo. Se o objetivo do professor for incentivar a leitura, por exemplo, ele deve pensar em desafios propostos em relação à leitura.

Com um objetivo bem definido, é possível identificar as dificuldades básicas dos alunos e buscar soluções para elas. Além disso, analisando os objetivos gerais desse ano e o seu desempenho fica mais fácil pensar nos objetivos e fazer o planejamento no ano seguinte.

Conteúdo – Apesar da lista de conteúdos ser predeterminada, é possível estabelecer as prioridades com base no seu conhecimento e visão da disciplina. É possível adicionar conteúdo que considerar relevante e definir o tempo que será reservado para cada tópico ou conteúdo.

Objetivos específicos – Ao elaborar um planejamento, muitos cometem o erro de definir objetivos específicos de forma muito genérica, tornando o plano menos interessante e menos objetivo.

Defina objetivos específicos reais de forma que incentive o aluno a desenvolver o pensamento a partir do conteúdo que será ensinado. Utilize operações completas como comparar duas situações, resumir um texto ou fazer a análise de um problema.

Estratégias de ensino – Conseguir a atenção dos alunos não é uma tarefa fácil. Isso exige habilidade para explicar o conteúdo, ter carisma, senso de humor e saber ser flexível diante de diversas situações.

Entretanto, sem uma boa estratégia de ensino fica ainda mais difícil despertar o interesse dos alunos, reduzindo muito o potencial de uma aula.

Seja criativo e não se limite apenas ao que é presentado no livro didático. Apesar de os livros serem um guia para os alunos, é sempre bom trazer outras fontes de informação para enriquecer as aulas.

Crianças e adolescentes geralmente se sentem mais interessados nas aulas quando elas envolvem movimentação. Faça painéis, debates, seminários e atividades em conjunto para dar mais autonomia aos alunos e manter o interesse no processo de aprendizado.

Pode dar mais trabalho, mas ter essas quebras na rotina é muito bom tanto para os alunos quanto para o professor.

Avaliação – Antes de montar uma avaliação, procure sempre elaborar atividades durante as aulas que tenham diversos tipos de operações mentais.

Se você nunca pediu que os alunos fizessem uma comparação entre duas situações durante as aulas e na prova solicita uma, alguns alunos podem acabar tendo dificuldades.

Objetivos do planejamento escolar

Para elaborar um planejamento escolar efetivo é preciso conhecer os seus objetivos. O planejamento escolar deve ser como um guia de orientação para todos envolvidos no processo de ensino. Ele deve ter uma ordem sequencial e apresentar flexibilidade, objetivo e coerência.

Veja a seguir os principais objetivos de um planejamento escolar:

• O planejamento escolar deve garantir a organização e coordenação do trabalho de ensino, permitindo que o professor tenha uma base para dar uma aula de qualidade, sem necessidade de improvisar ou ser prejudicado pela rotina.
• Ele deve expor os princípios, diretrizes e procedimentos das aulas que tem como objetivo garantir uma boa articulação entre as tarefas da escola e as exigências de contexto social e a participação democrática.
• Através dos objetivos, conteúdos e estratégias, ele deve mostrar as ligações entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e profissional com as ações realizadas pelo professor em sala de aula.
• O planejamento precisa manter uma relação entre os objetivos, o conteúdo, os alunos, os métodos e as formas de avaliação para assegurar a unidade e a coerência do trabalho.
• Ele também deve facilitar o processo de preparação das aulas permitindo a seleção do material didático em tempo hábil, definindo o que deve ser executado pelo aluno e pelo professor e facilitando o replanejamento do trabalho em casos de situações imprevistas no decorrer das aulas.

O planejamento escolar deve ser sempre atualizado e aperfeiçoado. A medida em que é feito progresso em relação a conhecimentos e experiências cotidianas, é possível identificar pontos a ser melhorados no planejamento.

Essas atualizações também podem ser feitas para melhorar o desempenho daquele plano em uma turma específica. Às vezes o que funciona bem uma com turma pode acabar não funcionando tão bem com outra, é preciso estar aberto a fazer adaptações.

Como vimos neste texto, o planejamento escolar é algo fundamental para maximizar o potencial das suas aulas. Se você é professor e já teve experiência com o uso de um bom planejamento escolar no ensino fundamental, comente como foi a sua experiência.

Gestão escolar participativa

Um dos fatores mais importantes na hora de desenvolver e aperfeiçoar o nível de ensino em uma instituição é a gestão escolar. Mas o que é gestão escolar? Entenda esse conceito e a diferença que uma boa gestão escolar faz em uma instituição de ensino. Conheça e saiba mais sobre a Gestão Escolar Participativa e entenda esse conceito.

A gestão escolar é uma expressão relacionada à atuação que tem como objetivo promover a organização e mobilização das condições, tanto humanas quanto materiais, necessárias para conquistar avanço socioeducacional em uma instituição de ensino, para a melhor aprendizagem dos alunos. Ou seja, é a união de todos por um espaço melhor.

Em boa parte das instituições de ensino, a gestão escolar é participativa. Mas o que isso significa? O que a gestão escolar participativa tem de diferente?

O conceito

A gestão escolar participativa tem como principal característica uma força de atuação consciente dos membros, sejam professores, diretores e demais funcionários da instituição de ensino reconhecem e assumem seu poder de influenciar na decisão de como será a dinâmica nessa escola, da cultura e dos resultados.

O conceito de gestão escolar já presume uma participação de seus membros e colaboradores, mas na gestão escolar participativa esse envolvimento ganha maior destaque e importância. Isso porque o sucesso de uma instituição de ensino depende dessa ação construtiva feita em conjunto por seus membros, que compartilham uma vontade coletiva.

Por que participar da Gestão Escolar?

Contribuir com o melhor desempenho da gestão escolar onde você trabalha e estuda não será benéfico apenas para você e, sim, para todos que estão envolvidos nesse ambiente. Além disso, ter uma gestão democrática é essencial para um bom crescimento na qualidade de ensino.

Se os funcionários ou alunos não tiverem possibilidade e a abertura de tentar oferecer sugestões para os assuntos de âmbito escolar, a relação entre direção e eles será prejudicada. Claro que é preciso respeitar os limites de seus espaços, mas quando todos estão na mesma página e têm um objetivo em comum — o bem-estar geral —, toda ajuda é bem-vinda.

A participação é feita de forma imposta ou decreta, acontece de forma natural, na tomada de decisões de forma conjunta e justa.

Exemplos de Gestão Escolar Participativa

Agora que você sabe do que se trata a gestão escolar participativa e por que deve contribuir com ela, é a hora de saber como implementá-la na instituição de ensino em que você trabalha (ou estuda, a participação dos alunos também é muito importante).

Conheça algumas ações que podem ser feitas para introduzir a gestão escolar participativa na sua instituição de ensino:

Estimular debate saudável antes de tomar decisões: É muito comum que apenas um segmento de um local tome alguma decisão que afete demais pessoas e segmentos. Na escola, isso não é diferente. Geralmente, o segmento que toma as decisões mais importantes é a direção.

Por isso, em uma gestão escolar participativa, é interessante que os demais segmentos participem, não necessariamente da tomada de decisões, mas do debate para ver qual decisão agradaria e qual traria mais benefícios a todos os afetados.

Além disso, é importante mostrar aos alunos como um debate, feito de forma saudável, pode ser muito bom para os eles, não só na vida acadêmica, a vida pessoal deles também muda consideravelmente. Isso acontece porque os alunos aprendem, na prática, como funciona um espaço democrático, que ouve todas as vozes e respeitam as diversas opiniões.

Invista no trabalho em equipe: Em uma gestão escolar participativa, a palavra-chave é a união. Qual a melhor forma de unir as pessoas do que um trabalho em equipe?

Os alunos também conseguem lidar com suas diferenças e se unir para lutar por um mesmo objetivo e eles aprendem que, na vida, você precisará se unir a pessoas — independentemente de possuírem gostos ou hábitos similares aos seus — para algum propósito, seja algum trabalho acadêmico ou profissional.

Relação da escola com a comunidade: Para ter sucesso na participação da gestão escolar, a relação da escola com a comunidade deve ser boa, frutífera. Quando a escola não dá abertura para a comunidade se aproximar e se envolver, fica muito difícil criar esse vínculo de participação.

Adote medidas para aproximar sua instituição de ensino da comunidade em que ela está, como encontros, festas, palestras, etc. O segredo é tornar a escola mais do que um local de ensino e, sim, um espaço de conveniência para a comunidade.

Clima de confiança: Relacionando com o tópico anterior, é preciso também haver confiança, porque as pessoas não participam de um projeto quando não confiam neles. Fortaleça ou estabeleça uma relação de confiança com seus funcionários, alunos e comunidades e a participação nas pautas surgirá naturalmente.

o que é gestão?

“Todas as escolas devem ter sistemas que as ajudem a criar condições para os funcionários e os alunos trabalharem efetivamente juntos. Todo mundo aprecia metas simples, claras e processos eficazes. Os sistemas escolares fornecem e comunicam eficazmente as regras do jogo para todos. Eles garantem uma medida de consistência na abordagem e ação em toda a escola.” (IN: Kiwi Leadership for Principals – Tradução livre)

O que é gestão escolar?

Gestão pode ser entendida como a busca da participação coletiva em determinada circunstância, minimizando a hierarquia e o poder individualizado.

Segundo Heloísa Lück, “o conceito de gestão está associado ao fortalecimento da democratização do processo pedagógico, à participação responsável de todos nas decisões necessárias e na sua efetivação mediante um compromisso coletivo com resultados educacionais cada vez mais efetivos e significativos”.

Admitindo tal conceito, é evidente que a gestão escolar engloba diferentes aspectos simultaneamente, tais como: pedagógico, financeiro, estrutural e relacionamentos interpessoais, além das constantes e céleres mudanças socioculturais, que não permitem uma administração centralizada. É preciso dividir as responsabilidades e decidir coletivamente, sejam ações ou objetivos.

Tipos de gestão escolar

1. Gestão pedagógica: É responsável por instituir objetivos para o ensino-aprendizagem, propor metas para a concretização das propostas pedagógicas e sua avaliação.

2. Gestão de recursos humanos: É responsável por gerir pessoas (alunos, professores e comunidade escolar em geral).

3. Gestão administrativa: É responsável pela parte estrutural da escola, pela parte burocrática da instituição, pelos direitos e deveres de todos os agentes da unidade e cumprimento do regimento interno escolar.

Modelos de gestão no cenário educacional brasileiro

1. Técnico-científico: Educação voltada exclusivamente para o mercado de trabalho, com influências nítidas no modelo de produção taylorista/fordista e da psicologia behaviorista.

2. Autogestão: Caracteriza-se pelo poder coletivo na escola. As decisões são deliberadas a partir de assembleias e reuniões, eliminando-se todas as formas de autoridade e de poder individualizado.

3. Interpretativo: Caracteriza-se por priorizar a subjetividade na análise dos processos de organização e gestão. Contrapõe-se radicalmente à gestão técnico-científica.

4. Democrático: Pressupõe a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar, articulando-se através da figura do diretor. São três os princípios da gestão democrática: descentralização (a administração, as decisões, as ações devem ser elaboradas e executadas de forma não hierarquizada), participação (devem participar todos os envolvidos no cotidiano escolar) e transparência (as decisões devem ser de conhecimento de todos).

Os desafios da gestão escolar

Além de lacunosa, a formação para diretores escolares no Brasil é deslocada da realidade, e acaba não capacitando o profissional para os desafios de gerir uma escola. Isto afeta tanto à rede pública quanto à rede particular de ensino. Segundo Heloísa Lück, os cursos ofertados em nível de especialização não apresentam tal caráter, mas sim pela generalização de conceitos e teorias.

1. Seleção

Um dos maiores desafios da gestão escolar é a seleção dos diretores. Muitas vezes os ocupantes do cargo são escolhidos por indicação política. Ainda que altamente desaconselhado, esse método é a base para escolha de diretores em 40% das escolas municipais do país, segundo o Ministério da Educação.

A eleição é a forma mais realizada. Por mais que permita a participação da comunidade, é um método falho em garantir a competência do escolhido, já que não costuma ser acompanhado de provas que testem as competências dos profissionais. O concurso público é o mais próximo dos sistemas internacionais de captadores de líderes para as escolas.

2. Fiscalização

Ausência de mecanismos que ajudem a avaliar o trabalho dos diretores. Especialistas concordam que o desempenho de uma escola não depende só da atuação do diretor, mas também da equipe e das condições materiais das escolas, que são precárias no Brasil.

3. Apoio da comunidade

A gestão de uma escola engloba uma complexidade de aspectos difíceis de equilibrar, especialmente quando faltam recursos. No Brasil, muitas escolas da rede pública funcionam em regiões socioeconômicas vulneráveis, o que aumenta o desafio dos diretores, que dependem muito do apoio da comunidade local.

Como mudar o cenário da gestão escolar brasileira?

Uma iniciativa implementada em 2003 em Nova York causou uma reviravolta nos índices de aprendizagem nas escolas da cidade. Depois da criação da Academia de Lideranças de Nova York para diretores das escolas, o rendimento – em Inglês e Matemática – de alunos de instituições que estavam abaixo da média melhorou e se nivelou com o de outras boas escolas.

A iniciativa foi apresentada em São Paulo, em 2012, por Irma Zardoya, presidente da academia. Seguindo os meios de seleção empresariais, a academia implantou um recrutamento semelhante aos programas de trainee de multinacionais. Os novos diretores só assumem a posição após 14 meses de treinamento, com simulações de situações reais do cargo. Aqueles que não forem considerados aptos podem ser dispensados.

Gestão Escolar: o ciclo de melhoria contínuo

O ciclo de melhoria contínuo é um sistema relativamente simples de ser aplicado. Baseia-se na análise e tomada de decisões estratégicas, conduzindo ao desenvolvimento dos estabelecimentos educacionais.

Através do fortalecimento dos processos de gestão institucional e pedagógica, é possível gerar as condições que permitam garantir o cumprimento do Projeto Político Pedagógico.

É preciso saber renovar e adaptar o método de gestão escolar escolhido às eventuais mudanças. Para garantir um desempenho consistente, existem quatro pontos que devem ser observados – e ajustados, se necessário – regularmente:

1. Diagnóstico Institucional: Inclui dimensionamento, autoavaliação e evidências.

2. Elaboração do plano de melhoramento: Após o diagnóstico fornecido pela etapa anterior, deve-se criar um plano focalizado e compreensivo, capaz de reforçar as áreas deficitárias e enfatizar aquelas que impactaram efetivamente na melhor da gestão institucional.

3. Avaliação externa: Tal processo conta com a participação de dois profissionais certificados pelo Conselho Nacional, contemplando um prazo de cinco dias úteis.

4. Certificação de qualidade: Uma vez concluídas as etapas anteriores, os avaliadores fazem um relatório que descreve o nível de presença e desenvolvimento dos sistemas de gestão, considerados no padrão, baseado em evidências verificáveis da gestão. Em seguida, o relatório é analisado pelo Conselho Nacional, que realiza uma revisão e comunica à instituição o resultado, incorporando e publicando, paralelamente, no registro público de estabelecimentos certificados.

Fontes
Gazeta do povo | Educação integral | Brasil escola