O ambiente de uma escola modelo influência no aprendizado?

Por que o ambiente de uma escola modelo incentiva mais o aprendizado?

No Brasil, um dos temas mais polêmicos é a educação. Atualmente, o país sofre com a falta de verba para este setor que é de grande importância para o crescimento da sociedade.

Antes de tudo, é importante salientar o papel da educação. Se formos pensar mais afundo sobre o tema, podemos, antes de mais nada, explicitar que uma das coisas que nos difere de outras espécies de animais é a longa duração da infância.

E é justamente neste período que estamos com maior disposição para aprender. Mesmo nascendo sem nenhum conceito, nossa raça possui esta característica de se desenvolver as várias habilidades inatas, dependendo do meio que a criança é inserida. Tanto pelo lado físico, quanto o social.

Por essas características peculiares é que podemos afirmar, com toda certeza, que o desenvolvimento humano não aconteceria como nós conhecemos caso não existisse uma sociedade.

Educação na história

Veja bem, nas sociedades primitivas, todo o sistema educacional ficava por conta dos adultos, grandes responsáveis por transmitir o conhecimento e a cultura aos mais jovens. Jovens estes que quando cresciam viravam os próximos educadores.

Desta forma, vemos que a educação tem um papel de manutenção daquilo que conhecemos como ordem social. Contudo, durante vários séculos da nossa história, ter acesso à educação era coisa de grande privilégio, mais do que possamos imaginar.

Como nesta época a escola tinha grande função de preservar os valores da sociedade, erroneamente se pensava que uma educação igualitária seria prejudicial a este sistema. Este modelo só passou a ser colocado em xeque já no século XVIII, com a chegada do Iluminismo.

Nesta época, o pensamento do homem mudou completamente e, desta forma, começou a se discutir sobre a igualdade das pessoas e consequentemente, as diretrizes do ensino também mudaram. Agora, o entendimento era de que o ensino e a educação deveriam ser abrangente e para todos.

Educação, transformadora da sociedade

A educação tem como grande objetivo a transformação da sociedade. A tendência é formar cidadãos críticos. A proposta de uma escola-modelo e contemporânea é discutir a sociedade, de forma a apontar as várias contradições e, desta forma, usar a educação como uma ferramenta transformadora.

De um ponto de vista pouco teórico mas concreto, trata-se de tornar a educação um alicerce na luta contra a discriminação e as classes menos favorecidas da sociedade, principalmente aquelas com baixo poder financeiro, que ainda hoje não têm acesso a uma educação de qualidade.

Independente da classe social, é de grande importância o investimento em que chamamos de escola-modelo. Se pudéssemos pensar em uma receita milagrosa para melhorar nosso ensino, sem sombra de dúvida, uma infraestrutura de qualidade, com uma boa gestão e professores altamente qualificados seria um ótimo caminho a seguir em busca do sucesso.

Isso, inclusive, já foi vastamente discutido e analisado em vários encontros entre representantes de colégios do Brasil. Quando se fala em escola modelo, sabemos que é um método educacional totalmente diferente do que vemos Brasil afora.

Infraestrutura e professores qualificados são ferramentas para melhorar o ensino

Escolas modelos

As escolas modelos são lugares que normalmente escolhem seus alunos através de uma prova nacional. Nestes locais, existem uma infraestrutura de ótima qualidade e turmas pequenas, o que facilita o aprendizado do aluno. Geralmente as aulas são ministradas de segunda a sábado.

Além disso, não podemos esquecer da participação integral dos professores, que são bem remunerados e contam com infraestrutura a favor de realizar seu trabalho com competência.

Imagine só uma escola em tempo integral, onde os alunos são motivados a realizar as mais diferentes atividades. Salas de 15 a 20 alunos, o que facilita a comunicação entre professores e estudantes. São vários estímulos positivos para o sucesso educacional das escolas modelos.

Entre as escolas modelos, ainda temos ensino diferenciado. Várias delas, por exemplo, além de toda a infraestrutura, investem em um sistema educacional bilíngue, que é altamente positivo, principalmente se formos pensar no mercado de trabalho que uma criança enfrentará quando estiver na fase adulta.

Atualmente, é fácil identificar os vícios das nossas escolas tradicionais, que investem muito pouco em infraestrutura e utilizam muito mal os espaços. Grande parte destes sistemas de ensino, possuem os espaços compostos apenas de carteiras, lousa e cortinas. Totalmente diferente de uma escola-modelo.

Para não restar dúvida, um ambiente como este estimula pouco o aluno, e isso é visto a todo dia devido ao caos denunciado pelos veículos de comunicação sobre o descaso da educação brasileira, principalmente quando falamos do ensino público.

Escolas modelos e Escolas Públicas

Diferentemente deste contexto, as escolas modelo se utilizam de salas ambientes, que são interessantes, e estimulam o aprendizado dos adolescentes e dos jovens. Imagine uma sala destas em uma aula de história, onde se tem mapas, livros, DVDs e outras ferramentas. Isto, definitivamente, estimulará o aprendizado e a curiosidade do aluno.

Junto com isso, fica muito mais fácil, assim como vemos nas escolas modelos, que seja incentivado o desenvolvimento de atitudes consideradas positivas, como a convivência harmônica entre as pessoas, a solidariedade, o respeito e a tão falada paz. Isso tudo contribui para um sistema pedagógico eficiente e prático.

Unidas

Em encontros entre escolas públicas e privadas, é de comum acordo que o sucesso da educação esteja ligado diretamente à valorização do professor. Inclusive, para a maioria dos diretores, este é um ponto importante na educação, se quisermos melhorar e preparar melhor nossos jovens para o futuro.

Contudo, nem todas as perspectivas são negativas, principalmente se olharmos para o passado. Antes, tínhamos escolas privadas apenas para os filhos da burguesia e outra para os filhos dos operários, o que, em termos educacionais, é péssimo.

Portanto, apesar de nem todas as escolas seguirem as diretrizes que estão dando certo nas escolas-modelo, o panorama ainda sim é bem melhor que no passado.

Para se chegar a um consenso de melhoria é preciso assegurar que todo o currículo seja interdisciplinar. Em uma linguagem de fácil entendimento, isso quer dizer que os conteúdos ministrados entre si precisam manter um diálogo permanente, contextualizado, para que a educação, de forma geral, seja beneficiada pelo método utilizado nas escolas-modelo.

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Qual o papel do diretor de escola?


A habilidade em liderar é indispensável para um diretor de escola.

Sem dúvida alguma, as questões relacionadas ao campo da educação estão ganhando uma importância cada vez maior no Brasil.
Os cidadãos começam a ter mais consciência política e isso proporciona um cenário muito favorável para que as instituições revejam suas metodologias pedagógicas e estratégias de gestão.

Além disso, a importância do trabalho dos professores quanto à formação das bases sólidas para nossa nação está ganhando cada vez mais notoriedade. Isso revela a urgência da sociedade valorizar o empenho destes profissionais.
Logo, os principais desafios que envolvem o trabalho de um diretor de escola dizem respeito à busca pelo equilíbrio entre a função de educador e gestor, trabalhando de forma eficaz nestes dois aspectos.

Pelo lado da gestão, é indispensável que o diretor encare a escola como uma empresa, pois para que ela se mantenha funcionando corretamente é preciso seguir determinadas regras em nome da eficiência quanto à utilização de todos os recursos envolvidos, sejam eles humanos, financeiros ou materiais.

Por uma outra perspectiva, a do educador, cabe ao diretor a responsabilidade de conscientizar sua equipe de professores, coordenadores e demais colaboradores a jamais tratarem os alunos apenas como um número na lista de chamada, mas sim como indivíduos que se transformarão em importantes agentes sociais.
Para que seja possível conhecer um pouco mais sobre as principais funções que envolvem o valioso trabalho de um diretor de escola, elencamos algumas etapas fundamentais para a execução dessa missão. Acompanhe!

Planejar

A função de planejar é essencial para o bom andamento de qualquer instituição ou empresa, sobretudo uma escola, pois ela lida com um dos bens mais preciosos para a vida de qualquer pessoa: A educação.
Entre as atribuições mais importantes do diretor está realizar o planejamento pedagógico, que consiste em definir junto à equipe de coordenadores e professores, todo conteúdo e atividades que nortearão o trabalho deles durante o ano.
Além disso, caberá também a este profissional o planejamento com relação aos orçamentos, calendários, número de vagas ofertadas e disponibilização dos recursos, garantindo o bom andamento de todas as rotinas no âmbito escolar.

Organizar

A função de organizar diz respeito a “dar corpo” para tudo que foi planejado. Logo, ao diretor de escola cabe a responsabilidade de movimentar recursos humanos, financeiros e materiais no intuito de cumprir objetivos e metas de curto, médio e longo prazo.
O diretor deverá delegar funções e responsabilidades entre todos os colaboradores da escola, abrangendo a equipe administrativa e principalmente os professores e coordenadores pedagógicos que estão na “linha de frente” do processo educacional.
Além de delegar, é necessário cobrar resultados com a finalidade de fazer com que todo planejamento seja cumprido. Logo, acompanhar e exigir o melhor desempenho também é papel da diretoria.

Orientar

Para muito além de todas as atividades de gestão, é absolutamente imprescindível que o diretor exerça um papel de orientador no sentido educativo do termo.
Isso significa dizer que caberá ao diretor de escola estar sempre disposto a ouvir todos os integrantes da sua equipe quanto aos desafios enfrentados no dia a dia.
Não é novidade que os professores sofrem uma grande pressão. Logo, para que eles consigam oferecer o melhor ensino aos alunos, antes de tudo é preciso que eles sejam compreendidos e respeitados.
É fundamental que o diretor faça reuniões em grupo e individuais, reservando um tempo para dedicar aos professores que exercem um papel fundamental não somente para a escola, mas sobretudo para a vida dos alunos e a sociedade como um todo.
É também indispensável que o diretor esteja aberto para conhecer as necessidades dos alunos, colocando-se à disposição para ouvi-los e também atender aos pais, que muitas vezes necessitam de uma orientação pontual quanto ao desempenho dos filhos ou sobre a estrutura oferecida pela escola.

Liderar

Liderar é muito mais que ocupar um cargo a nível de diretoria. Trata-se de uma habilidade desenvolvida e exercitada diariamente.
Por esta razão, ao diretor de escola também é dada a missão de inspirar sua equipe para que todos possam entregar o melhor de si. Isso reflete tanto no aprendizado dos alunos quanto no que diz respeito ao relacionamento entre os colegas de trabalho, tornando a equipe coesa, cooperativa e motivada.
Não poucas as vezes, será necessário que o diretor atue na solução de conflitos seja entre colegas, professores e alunos ou até mesmo professores e pais ou responsáveis.
Para isso, é imprescindível agir com bastante equilíbrio emocional e conhecimento quanto a todas as normas, leis e procedimentos aplicados no âmbito educacional.
Desta maneira, este profissional precisa estar muito bem preparado para todas as situações que exijam autoridade, firmeza e ao mesmo tempo serenidade e paciência.

Favorecer a capacitação

Para que os professores e demais colaboradores de uma escola possam apresentar um desempenho cada vez melhor, é extremamente necessário que o diretor favoreça a capacitação dos profissionais.
Ele poderá fazer uma escala para realização de cursos de aperfeiçoamento, assim como propor políticas de incentivo salarial para professores que melhoram seu nível de formação por meio da realização de cursos de especialização, por exemplo.

Analisar as métricas

Para que a eficácia quanto ao trabalho realizado pelo diretor de escola, professores e demais membros da equipe seja possível de ser mensurada, é necessário analisar as métricas.
As métricas consistem em resultados quantificados quanto a tendências, comportamentos ou variáveis.
Por exemplo, se determinada escola estabeleceu como objetivo de médio ou longo prazo aumentar o número de alunos aprovados no Enem, uma métrica interessante a ser analisada trata-se do índice de aproveitamento do conteúdo, demonstrado nas notas de redação dos alunos do terceiro ano.
Em um país como o Brasil que infelizmente ainda apresenta grandes defasagens quanto ao processo educacional de crianças, adolescentes e jovens, o trabalho e dedicação do diretor de escola torna-se ainda mais importante.
Acima de tudo, este profissional deverá ter profundo amor pelo que faz, conhecendo a fundo as questões mais cotidianas que envolvem o trabalho dos professores em uma sala de aula.
Com toda certeza, nossos mestres precisam ser devidamente valorizados e motivados para que cada vez mais eles possam contribuir para o futuro da nação, formando pessoas comprometidas com a ética e senso de cidadania.

Educação e cidadania: A chave para um mundo melhor.

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Marketing Escolar: como se sobressair?

Hoje em dia, as demandas das instituições de ensino são bastante diferentes daquelas de 25 ou 30 anos atrás. Esse é um ponto fundamental e precisa ser levado em conta na formulação das estratégias de marketing nas instituições de ensino.

Hoje, dada a competitividade do mercado, não restam dúvidas de que o planejamento das ações de marketing é necessário. Esse planejamento é tão necessário que está totalmente voltado para o aumento do número de taxa de matrículas. Portanto, o trabalho conjunto entre marketing e vendas é uma das grandes preocupações das instituição de ensino.

Como redesenhar o marketing das escolas e das instituições de ensino a fim de aumentar o número de alunos? Como atender as demandas e as necessidades do público alvo? Neste artigo, o objetivo é apresentar alguns insights sobre marketing educacional. Abordaremos, conjuntamente, os princípios de marketing úteis para as instituições e outros conceitos essenciais que garantem o nível de satisfação dos alunos.

O marketing das escolas e das instituições de ensino é redesenhado frequentemente com vistas aumentar o número de alunos.
 

Mudanças na sala de aula X Mudanças no marketing

 
Em um mundo em que a tecnologia corre em alta velocidade e proporciona revoluções em diferentes campos, a educação, da mesma forma, sofre grandes modificações. Todavia, as instituições de ensino brasileiras ainda funcionam com métodos do início do século XX.

Se, em termos de ensino, não podemos exigir avanços mais rápidos do que as escolas estão conseguindo, podemos recompensá-los no marketing educacional, já que este pode avançar e contribuir com o atual desafio.

Vamos direto ao ponto: o marketing educacional não pode ser modesto na hora de criar estratégias, principalmente diante de tantas mudanças em sala de aula. Confira abaixo algumas reflexões importantes a fazer antes de iniciar o plano de marketing da sua instituição:

* Como agem os pais e alunos na hora de escolher uma escola?
* Como a escola pode antecipar as decisões e escolhas dos pais e alunos para aumentar as chances de efetivação de matrícula?
* Como funciona o seu mercado? Há espaço para expansão?
* Quem são seus principais concorrentes?
* Por que seu produto é melhor do que o que já existe no mercado?
* Qual é sua estratégia para atrair novos consumidores?
 

A melhor estratégia: acertos no direcionamento da campanha

 
O ponto forte da estratégia de marketing educacional é quase sempre o público-alvo ao qual a campanha é direcionada. É necessário traçar os perfis adequados a fim de realizar captações de forma mais específica.

Para as gerações atuais, as mídias eletrônicas têm sido o melhor canal de captação. Segundo pesquisa da Fundação Telefônica, mais de 40% dos jovens usam a internet quase diariamente para pesquisas; para 42%, o celular é o principal meio de acesso à web.

As mídias mais eletrônicas têm sido o melhor canal de captação de alunos.

Conteúdo que vale ouro


Até o final do século XX, os recursos didáticos utilizados nas escolas se restringiam a livros didáticos, lousa e aula expositiva. Hoje em dia existe uma nova agenda de aprendizado. Essa agenda leva em consideração recursos multimídias que fortalecem o papel da criatividade e da inovação nas instituições de ensino.

Paralelamente às inovações em sala de aula, as estratégias de marketing de conteúdo ganharam espaço no marketing educacional.

O marketing de conteúdo cria conteúdo relevante e valioso, e acaba atraindo e gerando valor para as pessoas de modo a criar uma percepção positiva da instituição de ensino.

No caso das universidades, o marketing de conteúdo funciona como uma espécie de extensão da sala de aula, ou seja, distribui conteúdos para fora da sala da aula como forma de atração de públicos externos.

Dessa forma, o marketing de conteúdo produzido pelas instituições de ensino seria um instrumento para engajar públicos externos ainda não pertencentes à comunidade da instituição, o que acaba aumentando as chances de elevação das taxas de matrículas.

De fato, já existe um esforço para adotar conteúdo para além da sala de aula. Alguns deles postam aulas e disponibilizam conteúdos informativos utilizando-se das mídias sociais, muitas vezes de forma independente ou por teste dos professores.

Instituições que trabalham com educação há anos já começaram a adotar plataformas tecnológicas para distribuição de conteúdo. Essa distribuição não é feita só para ajudar de forma mais eficiente os estudantes, mas também para alcançar um número maior de pessoas em regiões mais remotas do país.

Importância da diversificação

A dinâmica do mercado pode deixar seus produtos parados no tempo e/ou inferiores aos da concorrência. Da mesma forma acontece no setor da educação. Não é possível sobreviver sem produtos.

É preciso desenvolver produtos para cada segmento e ter campanhas voltadas especificamente para cada um desses grupos. Por exemplo, existem sites de universidades que segmentam alunos por categoria, mostrando que, na cartela de produtos, existem aqueles próprios para segmentos específicos. Eis, aqui, a importância de se pensar os produtos que se vende, selecionando sempre o que vender e tomando as decisões certas de divulgação.

O papel do Inbound Marketing na Educação

É por meio da metodologia do inbound marketing que a equipe responsável pelo marketing da instituição de ensino constrói um relacionamento mais fiel com os alunos. Isso acontece desde quando ele começa a considerar a necessidade de um determinado curso.

O papel do chamado Inbound Marketing é orientar sem ser invasivo. Em outras palavras, inbound marketing significa mostrar ao aluno o porquê de sua instituição ser a melhor escolha.

Nesse espaço, o relacionamento entre cliente e empresa vai além da mera relação de compra e venda do produto. Vídeos e posts informativos, motivam e orientam o aluno para a compra.

Metodologias de Benchmarking

Como mostram os especialistas em marketing educacional, constantemente, o marketing bem-sucedido constrói atendimento de excelência e busca. Esses são diferenciais competitivos.

Às vezes, o caminho é a comparação com outras práticas. Dá-se o nome de benchmarking para tal técnica, cuja essência é a busca das melhores práticas de marketing como forma de ganhar vantagens competitivas.

A utilização da técnica compreende cinco etapas: o planejamento, no qual são definidas as melhores práticas a serem copiadas; a análise, na qual há a coleta, estudo e interpretação dos dados; a integração, na qual são definidas modificações possíveis; e a maturidade, que é quando se busca o aprimoramento das práticas e/ou dos produtos.

A essência do benchmarking é a busca das melhores práticas de marketing como forma de ganhar vantagens competitivas

Retenção do aluno também é marketing


Esta é uma etapa extra no marketing educacional, mas de extrema importância para instituições de ensino. Se há uma nova matrícula e um novo aluno, ele precisa sentir que fez a escolha certa.

Portanto, é importante continuar alimentando esse aluno, acompanhando sua evolução, suas dificuldades ao longo do curso e ofertando mais oportunidades de capacitação.

Em geral, as instituições sofrem com a evasão e a inadimplência. A instituição precisa demonstrar interesse no crescimento intelectual e profissional do seu aluno, dando segurança de que o investimento nas mensalidades tenha retorno garantido.

Certamente, este artigo te fez pensar sobre a importância do marketing educacional para o aumento do número de matrículas. Caso tenha restado alguma dúvida, sugestão ou reflexão, fale conosco!

O que é a Gestão Pedagógica?

Uma verdade onipresente: as escolas têm sido cada vez mais criticadas.

Em almoços de família e na mídia, o que não falta são pessoas apontando defeitos que julgam interferir na educação das crianças, em alguns casos, seus próprios filhos:

Os professores são muito moles. Os alunos são muito desinteressados. E talvez o mais importante: os pais são muito omissos porque jogam a responsabilidade nos ombros do professor.

Ver e apontar a necessidade da mudança é mais fácil que arregaçar as mangas e mudar de fato. Conquistar transformações internas na escola é um processo árduo, pois mudar um sistema que pouco aceita sugestões e já é organizado daquela forma requer muita paciência. Até porque há muita resistência do sistema educacional, tanto por medo de tentar o novo quanto por costume a certos velhos hábitos que aparentemente funcionam.

Encontrar uma nova forma de trabalhar a educação refere-se a repensar a forma de ensinar.
Para o professor, isso implica em recriar seu comportamento e atitude em sala de aula e fora dela, na frente do estudante, para entender o que ele deve passar para o aluno e em como fará isso.

 

A escola e seu papel na sociedade

Desde que existe, a escola sempre ensinou muito mais que apenas conteúdos didáticos. Uma de suas obrigações é formar cidadãos conscientes através de competências e habilidades de que o indivíduo precisará para se encontrar na sociedade e tomar atitudes que não prejudiquem a ele e nem aos demais.

Nesse caso, competências e habilidades incluem pensamento ético e moral, que algumas escolas relacionam à religião e aos ensinamentos bíblicos.

É um ambiente de reflexão no qual o professor se transforma em mediador, em facilitador. Ele precisa criar situações que ensinem ao aluno o conteúdo proposto e situações que ele levará para toda sua vida.

 

A gestão pedagógica

Este termo é diferente da expressão “administração escolar” e pretende trazer elementos primordiais para aumentar a eficiência do ensino.

A gestão escolar pedagógica é a vertente com mais importância e significado da administração escolar. Não existe só em escolas regulares, mas também em instituições de cursos livres e profissionalizantes, idiomas ou curso superior.

É a responsável pela organização e pelo planejamento do sistema educacional.

A partir do estabelecimento de metas para aquele ano letivo, a gestão pedagógica administra os recursos disponíveis e procura novos, se for possível, escolhe quais serão as linhas de atuação aplicadas pelos discentes a fim de melhor cumprir essas metas e cria e coloca em ação projetos para complementar as ferramentas escolhidas no decorrer do planejamento.

Responsável pela área educativa da escola e pela educação que a instituição oferecerá aos matriculados, ela visa à melhoria da qualidade de ensino e o auxílio aos membros da comunidade onde a escola está inserida.

Também analisa o desempenho dos alunos, professores e funcionários: de toda a equipe escolar, que, unida, obviamente cria um trabalho muito mais consistente do que se cada um se esforçasse individualmente.

É de sua alçada, portanto: a criação e o estabelecimento dos objetivos gerais e específicos; planos de curso e de aula; avaliação; treinamento dos profissionais; valorização da ética, artes e físico; fornecer uma educação infantil de qualidade; envolver todos os professores na discussão do projeto pedagógico.

Todos os processos pedagógicos são revistos anualmente e, quando preciso, reformulados. As ferramentas de ensino e disciplina são revisadas, melhoradas ou eliminadas, tornando o sistema mais equilibrado e coerente com a linha de ensino exigida pelo Estado.

 

A hierarquia da gestão pedagógica

O Diretor é o “chefe” e seu braço direito é o Coordenador, quando essa função existe na instituição.

Administrar essas funções relaciona-se diretamente à organização e ao planejamento do sistema educacional, dos recursos humanos e tecnológicos necessários e à criação e ao estabelecimento de projetos pedagógicos.

É responsabilidade do Diretor garantir a eficiência desses projetos, mas não sozinho: coordenadores e professores precisam estar presentes na elaboração e na manutenção de todo o processo, apontando quais são os problemas, as melhorias e as necessidades. Os professores, principalmente, quando se trata dos alunos, por serem os profissionais que mais têm contato com eles.

Abaixo, listaremos algumas das principais funções dos diretores das instituições de ensino:

→ Relacionar conceitos, conteúdos e estratégias de ensino

→ Estabelecer, juntamente com coordenadores e professores, objetivos a serem cumpridos no decorrer do ano letivo, visando à melhoria dos processos pedagógicos e da transmissão do conhecimento

→ Encontrar e implantar os melhores recursos em prol da realização desses objetivos

→ Conseguir que profissionais de ensino e membros da comunidade onde a escola foi inserida assumam juntos o compromisso de melhorar a educação fora da escola, seja criando contextos de aprendizado externos seja reforçando os aprendizados transmitidos pelos discentes

→ Despertar o desejo de conhecimento: no professor, de transmitir; no aluno, de receber

→ Avaliar o trabalho exercido pelos professores e funcionários

→ Criar formas de envolver mais os alunos na própria educação, criando projetos externos viáveis ou escolhendo novos materiais e/ou métodos de ensino

→ Criar também um ambiente estimulante, que incentive o aluno e o professor a se relacionarem e trazerem o conteúdo ensinado para suas vidas

→ Manter um relacionamento estreito com os educadores, coordenadores, funcionários e alunos para ter um controle mais rígido da instituição, sem perdas de controle e fugas disciplinares graves

→ Estabelecer o foco de aprendizagem, atentando-se ao currículo e à grade escolar, à metodologia de ensino em vigência e sugerindo mudanças que melhorem a eficiência de todo o processo

A gestão escolar pedagógica não é o único pilar de uma escola, embora seja o principal.

Ela funciona em conjunto com várias outras, como a gestão administrativa, financeira, de recursos humanos, de comunicação e de tempo e eficiência dos projetos aplicados.

O perfeito funcionamento de uma instituição de ensino depende do equilíbrio entre essas diferentes administrações. Para que ele exista, são necessárias reuniões periódicas dos seus responsáveis, nas quais serão revistos os últimos relatórios de resultados positivos e negativos, os avisos de falhas ou potenciais melhorias e as necessidades.

O que é planejamento escolar para a educação infantil

Em poucas palavras, o planejamento escolar inclui as ações de racionalizar e organizar as atividades do projeto pedagógico das escolas. O planejamento administra as modificações e também define as linhas de ação. Afinal, se escola é lugar de aprendizado não pode funcionar a base de imprevistos.

Cada instituição de ensino tem autonomia para elaborar o seu planejamento anual. Na educação infantil não é diferente. O sucesso dessa empreitada depende do quanto os professores se empenham, programam e planejam as atividades a serem desenvolvida.

Neste artigo, você aprenderá mais sobre o que se deve levar em conta no planejamento das escolas de educação infantil, os regimentos a serem cumpridos e os planos funcionais que são considerados pelos educadores.

O planejamento escolar racionaliza e organiza as atividades do projeto pedagógico das escolas.

Reinício do ciclo

Entra ano, sai ano, os coordenadores das escolas repetem o processo contínuo de planejamento, com datas certas para começar e acabar, já que o calendário escolar é dos ciclos mais bem definidos do ano.

É fato que, a qualquer momento, um fato novo pode provocar a redefinição como feriados não esperados ou alterações da dinâmica interna, exigindo a intervenção da administração no planejamento.

 

Para além da sala de aula

É exatamente esta a importância do planejamento escolar: o trabalho dos educadores da educação infantil é propositalmente sistemático. Os centros são o aprendizado, o contexto social e os alunos. Por essa razão, a complexidade do trabalho está não só vinculada apenas à sala de aula, mas também às exigências sociais e às famílias dos alunos.

Não se trata apenas de preencher formulários para controle pedagógico, mas também organizar as ações político-pedagógicas, considerando problemáticas sociais concretas, econômicas e culturais que envolvem a comunidade.

 

A quem serve o planejamento escolar

Conforme mencionado no início deste artigo, o objetivo do planejamento é claro e evidente: evitar a improvisação. Há algo, porém, que o planejamento nos ensina que devemos preservar.

O planejamento favorece a explicitação dos princípios, das diretrizes e dos procedimentos do trabalho do docente, articulando-os com o contexto social.

O planejamento também assegura a unidade e a coerência do trabalho nas escolas. Com planejamento, é mais fácil aperfeiçoar os progressos, selecionar o material didático em tempo hábil e replanejar o trabalho frente a novas situações que possam ocorrer.

Coordenadores e professores garantem que o planejamento dever ser um guia de orientação, na medida em que segue uma lógica sequencial.

Um dos segredos do bom planejamento é sua coerência, ainda que esteja esse aberto à flexibilização.

 

O papel dos professores frente ao planejamento

Unindo esforços, gestores e professores na educação infantil são os responsáveis pelo planejamento escolar. Ao mesmo tempo que são agentes de planejamento, os professores se beneficiam dele.

Os professores utilizam o planejamento para ir criando e recriando, quando preciso, sua didática, além de enriquecer sua prática profissional. Por isso, o planejamento deve ser encarado como uma oportunidade para professores refletirem sobre seu trabalho dentro da lógica da auto-observação.

Os gestores, por sua vez, têm no planejamento uma tarefa a mais: a formulação do Plano Político-pedagógico de Gestão Escolar, o qual discutiremos no próximo item.


Os professores utilizam o planejamento para ir criando e recriando sua didática

 

O planejamento escolar e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação abrange “os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Por força, portanto, dessa lei as instituições de ensino devem formular o planejamento e o desenvolvimento do projeto pedagógico. Há, portanto, pontos da LDB que, obrigatoriamente, precisam ser cumpridos na formulação do planejamento escolar. Vamos conhecer alguns deles.

Nos termos da LDB, os cursos de Educação Infantil terão carga horária de 200 dias letivos no ano civil. Há, ainda, a obrigatoriedade de formulação do Plano Político-pedagógico de Gestão Escolar, um instrumento de trabalho dinâmico e flexível que propõe ações para a execução da Proposta Pedagógica da escola em um determinado período letivo e norteia o gerenciamento das ações escolares.

No Plano de Gestão, a escola deve apresentar sua proposta de trabalho, ressaltando seus principais problemas e os objetivos a alcançar. A escola, no Plano de Gestão, explicita, também, como, por quem e quando as ações serão realizadas, bem como os critérios para acompanhamento, controle e avaliação do trabalho desenvolvido.

Conheça outras exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para a educação infantil:

● A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até cinco anos.

● A avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento.

● Um das regras é o atendimento à criança de, no mínimo, quatro horas diárias para o turno parcial e de sete horas para a jornada integral.

● O controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas.

Todas essas exigências devem ser levadas em conta no planejamento.

 

O que deve conter o Plano de Gestão?

Resumidamente, o Plano de Gestão deve conter, no mínimo, a identificação e a caracterização da unidade escolar, de sua clientela, seus recursos físicos, materiais e humanos.

Além disso, supõe-se que ele deve incluir a caracterização da comunidade e sua disponibilidade de recursos, os objetivos gerais e específicos da escola, a definição de metas a serem atingidas e ações a serem realizadas.

Fazem parte também do plano de gestão a descrição dos cursos mantidos pela escola, das composições dos diferentes núcleos de trabalho que compõem a escola, dos projetos curriculares e atividades de enriquecimento cultural e dos critérios de acompanhamento, controle e avaliação do trabalho realizado pelos diferentes componentes do processo educativo.

Pela legislação em vigor, as escolas têm liberdade para adotar a linha pedagógica que considerem mais apropriada

 

E o projeto pedagógico?

Até agora, aprendemos que o planejamento escolar inclui as ações de racionalizar e organizar as atividades do projeto pedagógico das escolas. Mas, afinal, o que é um projeto pedagógico?

O projeto pedagógico é denominado também Plano Escolar, no qual são esboçados os objetivos gerais e específicos educacionais da escola, assim como as metas a atingir, formas de acompanhamento e avaliação dos alunos.

O projeto evidencia a faixa etária a ser atendida, os conteúdos programáticos para cada série e os resultados que se pretende obter, ao esboçar a metodologia pedagógica escolhida: sócio construtivismo, Montessori e outras.

Segundo a lei atual, as escolas têm liberdade para adotar a linha pedagógica que considerem mais apropriada, desde que respeite a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional exige, por exemplo, que o Projeto Pedagógico seja acompanhado do Regimento Escolar, no qual estão os objetivos educacionais gerais e específicos da escola, suas metas de trabalho, seu regime de funcionamento e a descrição dos direitos e deveres da direção, coordenação, professores, funcionários, pais e alunos.

Continue a acompanhar nessas publicações e aprenda mais sobre educação.

5 Erros do marketing escolar

No marketing escolar, alguns erros podem causar grandes prejuízos para o negócio.

Atualmente, devido às inúmeras ferramentas tecnológicas disponíveis no mercado e amplo acesso quanto aos benefícios da internet e redes sociais, tornou-se imprescindível para todas as empresas realizarem um excelente trabalho de marketing.

A todo momento as pessoas são “bombardeadas” com diversas informações. Entretanto, apenas aquelas que apresentam interessantes diferenciais e qualidade de conteúdo poderão chamar mais a atenção dos futuros clientes.

Por esta razão, um trabalho eficaz de marketing escolar deve ser altamente estratégico, sendo indispensável evitar alguns erros que certamente poderiam ser fatais para o sucesso do negócio. Falaremos sobre os principais deles.

1. Não se comunicar com o público jovem


Embora os pais e responsáveis pelos alunos também sejam – e devem ser– considerados como o público-alvo das instituições no âmbito educacional, um dos erros básicos das escolas quanto à elaboração das estratégias de marketing consiste em não priorizar as campanhas de comunicação para o público jovem – cliente final dos seus serviços.

Logo, em virtude da ausência de empatia com relação a esse público, a linguagem utilizada nos principais canais de comunicação da instituição se apresenta excessivamente formal, rebuscada ou pouco atrativa, consistindo em um dos erros mais nocivos do marketing escolar.

Para solucionar esta questão, é indispensável que os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das estratégias estejam bem antenados quanto ao “mundo deles”, buscando identificar seus gostos, posturas e comportamentos de compra, já que eles serão os principais influenciadores para a decisão dos pais.

Cada vez mais, os jovens estão tomando consciência da sua responsabilidade a nível social e até mesmo com relação ao meio ambiente. Basta analisar todas as grandes ideias surgidas nos últimos anos em diversos movimentos sociais que tiveram origem em grupos de jovens.

As escolas de forma geral precisam estar atentas a isso, buscando inovar conceitos, metodologias e oferecer todos os conhecimentos acadêmicos por meio de uma nova abordagem. Desta forma, é imprescindível que as ações de marketing escolar possam impactar essas pessoas de maneira positiva utilizando uma linguagem jovial, riqueza artística e ampla divulgação nos principais canais de comunicação utilizados pelos jovens.

2. Não expressar os principais valores institucionais


A base de qualquer instituição reside em seus valores, princípios, missão, objetivos etc, ainda mais quando se trata de segmentos ligados à educação, que possuem o intuito de fornecer conhecimentos para toda vida.

É indispensável que estes valores e demais diretrizes que norteiam o trabalho desenvolvido pela instituição estejam bem claros para a comunidade e principalmente para o público-alvo.

Desta forma, um dos erros com relação ao marketing escolar diz respeito ao fato desses valores não serem adequadamente expressados durante as campanhas.Por este motivo, o público não consegue identificar os diferenciais oferecidos pela instituição, o que certamente enfraquece seu nome e imagem diante do mercado que ela almeja atingir.

Para reverter esta situação, é indispensável que sejam revistas as estratégias de marketing adotadas, buscando enfatizar todos os aspectos que envolvem os principais valores da instituição, demonstrando o quanto ela preza pela excelência na educação oferecida aos seus alunos.

A sociedade vem passando por mudanças estruturais quanto à valorização da ética assim como fortalecimento das bases educacionais oferecidas pelas instituições em todo Brasil. Assim, para que uma escola se destaque, é preciso que ela procure deixar bem claro seus valores, aumentando a credibilidade dos seus serviços.

3. Não conhecer os serviços


Sem dúvida alguma, uma das maiores defasagens numa instituição de ensino diz respeito à falta de informação por parte dos membros da equipe. Muitas vezes, os colaboradores responsáveis por fornecer maiores detalhes quanto ao processo e valores de matrícula, metodologia de ensino, atividades extracurriculares, número de alunos por turma, informações quanto ao corpo docente etc, se sentem totalmente “perdidos”, deixando de transmitir a confiança necessária para os alunos ou responsáveis.

Com esse desencontro de informações, não há estratégia de marketing escolar que resista. Por este motivo, é fundamental investir no treinamento da equipe de atendimento, fornecendo constantes instruções e apresentações quanto a todos os detalhes que envolvem os serviços ofertados pela instituição.

Uma apresentação bem didática acompanhada por um material de apoio simplificado consiste numa excelente alternativa para manter toda equipe de colaboradores muito bem informada e afiada para esclarecer qualquer tipo de dúvida dos futuros alunos. Nada transmite mais credibilidade e segurança para as pessoas que procuram uma instituição de ensino que serem atendidas com objetividade e clareza.

4. Não pensar na fidelização


Na maioria das vezes, as estratégias adotadas nas campanhas de marketing escolar são focadas em conquistar novos alunos, mas não em fidelizá-los. Isso sem dúvida acarreta grandes prejuízos para a instituição, já que é comprovado que os custos para obter um novo aluno são infinitamente maiores que aqueles empregados para mantê-lo.
Fidelizar significa desenvolver políticas e estratégias no intuito de manter o aluno já matriculado satisfeito com relação à estrutura oferecida pela escola.

Isso envolve investir numa metodologia de ensino atualizada, prezar por um corpo docente capacitado, oferecer incentivos financeiros (como desconto em mensalidades ou pacotes) e acima de tudo, buscar proporcionar um processo educativo que considere a formação integral do indivíduo e não apenas mais um número na lista de matrícula.

5. Não seguir as diretrizes das campanhas de marketing escolar


Nada pode ser mais prejudicial para a imagem de uma instituição de ensino que não cumprir com as diretrizes estipuladas na sua campanha de marketing.

Muitas instituições prometem inúmeras vantagens e diferenciais para os alunos, no entanto, na hora da matrícula tudo muda de figura e o aluno que até então já estava conquistado, passa a odiar a instituição. Por esta razão, é elementar que todas as informações divulgadas nas campanhas quanto a preço, condições de pagamento, metodologia e demais informações estejam muito claras e sejam devidamente cumpridas.

Ainda mais em se tratando de instituições ligadas à educação, é imprescindível zelar pela imagem e postura ética diante da comunidade, alunos, professores e todos os demais usuários dos seus serviços. Esta é sem dúvida a melhor estratégia de marketing escolar a ser adotada.

O que é planejamento escolar – Ensino fundamental

O estudo é algo fundamental para a formação dos jovens e crianças. O conhecimento é passado pelo professor que deve utilizar as suas ferramentas para ensinar os alunos a criarem novas possibilidades para a construção de novas ideias.

Ensinar nem sempre é tão simples quanto parece, pois este é um processo que não se resume apenas à sala de aula. É preciso estar sempre ciente das diferenças sociais e culturais de cada aluno e suas experiências.

Neste artigo vamos falar sobre o planejamento escolar, um dos principais recursos utilizados pelos professores do ensino fundamental para alcançar as suas metas de ensino.

O que é planejamento escolar

O planejamento escolar é um processo de organização e coordenação das ações do professor, criando uma melhor articulação das atividades escolares e contextos sociais. Ele está relacionado à possibilidade de mudar, transformar e gerar comprometimento e responsabilidade.

Um planejamento escolar deve ser simples, coerente e flexível. Procure entender os alunos, suas dificuldades e diferenças culturais para montar um planejamento personalizado para aquela turma. Isso é muito importante para tornar o planejamento escolar mais efetivo.

Ao montar o planejamento é preciso incentivar a reflexão sobre nossas ações e opções. Ao ensinar esse tipo de pensamento para os alunos, o professor ajuda os alunos a não ficar tão entregues aos padrões estabelecidos pela sociedade, criando assim cidadãos mais críticos e flexíveis.

Os itens essenciais de um planejamento escolar para Ensino Fundamental

O planejamento escolar não é apenas um documento burocrático. É um documento feito para guiar o trabalho que será desenvolvido junto com os alunos durante o ano.

Do planejamento escolar é importante constar os objetivos, conteúdos que serão abordados e estratégias. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, nele serão decididos os conteúdos que serão trabalhados.

Entretanto, a elaboração do documento não se resume apenas ao simples preenchimento de cada um dos campos. É preciso refletir sobre as melhores formas de abordar cada conteúdo, levando em consideração as opções político-pedagógicas docentes e a individualidade de cada aluno.

Avalie todos os fatores sociais, culturais, políticos e econômicos que envolvem a comunidade escolar para ter como referência situações didáticas concretas.

Veja a seguir alguns aspectos importantes que devem ser considerados na elaboração de um planejamento escolar para ensino fundamental:

Objetivos gerais – Nos objetivos gerais deve ser definido o resultado esperado no fim do processo. Se o objetivo do professor for incentivar a leitura, por exemplo, ele deve pensar em desafios propostos em relação à leitura.

Com um objetivo bem definido, é possível identificar as dificuldades básicas dos alunos e buscar soluções para elas. Além disso, analisando os objetivos gerais desse ano e o seu desempenho fica mais fácil pensar nos objetivos e fazer o planejamento no ano seguinte.

Conteúdo – Apesar da lista de conteúdos ser predeterminada, é possível estabelecer as prioridades com base no seu conhecimento e visão da disciplina. É possível adicionar conteúdo que considerar relevante e definir o tempo que será reservado para cada tópico ou conteúdo.

Objetivos específicos – Ao elaborar um planejamento, muitos cometem o erro de definir objetivos específicos de forma muito genérica, tornando o plano menos interessante e menos objetivo.

Defina objetivos específicos reais de forma que incentive o aluno a desenvolver o pensamento a partir do conteúdo que será ensinado. Utilize operações completas como comparar duas situações, resumir um texto ou fazer a análise de um problema.

Estratégias de ensino – Conseguir a atenção dos alunos não é uma tarefa fácil. Isso exige habilidade para explicar o conteúdo, ter carisma, senso de humor e saber ser flexível diante de diversas situações.

Entretanto, sem uma boa estratégia de ensino fica ainda mais difícil despertar o interesse dos alunos, reduzindo muito o potencial de uma aula.

Seja criativo e não se limite apenas ao que é presentado no livro didático. Apesar de os livros serem um guia para os alunos, é sempre bom trazer outras fontes de informação para enriquecer as aulas.

Crianças e adolescentes geralmente se sentem mais interessados nas aulas quando elas envolvem movimentação. Faça painéis, debates, seminários e atividades em conjunto para dar mais autonomia aos alunos e manter o interesse no processo de aprendizado.

Pode dar mais trabalho, mas ter essas quebras na rotina é muito bom tanto para os alunos quanto para o professor.

Avaliação – Antes de montar uma avaliação, procure sempre elaborar atividades durante as aulas que tenham diversos tipos de operações mentais.

Se você nunca pediu que os alunos fizessem uma comparação entre duas situações durante as aulas e na prova solicita uma, alguns alunos podem acabar tendo dificuldades.

Objetivos do planejamento escolar

Para elaborar um planejamento escolar efetivo é preciso conhecer os seus objetivos. O planejamento escolar deve ser como um guia de orientação para todos envolvidos no processo de ensino. Ele deve ter uma ordem sequencial e apresentar flexibilidade, objetivo e coerência.

Veja a seguir os principais objetivos de um planejamento escolar:

• O planejamento escolar deve garantir a organização e coordenação do trabalho de ensino, permitindo que o professor tenha uma base para dar uma aula de qualidade, sem necessidade de improvisar ou ser prejudicado pela rotina.
• Ele deve expor os princípios, diretrizes e procedimentos das aulas que tem como objetivo garantir uma boa articulação entre as tarefas da escola e as exigências de contexto social e a participação democrática.
• Através dos objetivos, conteúdos e estratégias, ele deve mostrar as ligações entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e profissional com as ações realizadas pelo professor em sala de aula.
• O planejamento precisa manter uma relação entre os objetivos, o conteúdo, os alunos, os métodos e as formas de avaliação para assegurar a unidade e a coerência do trabalho.
• Ele também deve facilitar o processo de preparação das aulas permitindo a seleção do material didático em tempo hábil, definindo o que deve ser executado pelo aluno e pelo professor e facilitando o replanejamento do trabalho em casos de situações imprevistas no decorrer das aulas.

O planejamento escolar deve ser sempre atualizado e aperfeiçoado. A medida em que é feito progresso em relação a conhecimentos e experiências cotidianas, é possível identificar pontos a ser melhorados no planejamento.

Essas atualizações também podem ser feitas para melhorar o desempenho daquele plano em uma turma específica. Às vezes o que funciona bem uma com turma pode acabar não funcionando tão bem com outra, é preciso estar aberto a fazer adaptações.

Como vimos neste texto, o planejamento escolar é algo fundamental para maximizar o potencial das suas aulas. Se você é professor e já teve experiência com o uso de um bom planejamento escolar no ensino fundamental, comente como foi a sua experiência.

A democratização da escola pública

As escolas públicas brasileiras caracterizam-se por serem constituídas predominantemente por crianças, jovens e adultos de classes populares. Ainda que o número de profissionais oriundos de cenários desfavorecidos tenha aumentado consideravelmente, algumas políticas públicas e comportamentos institucionais enraizados impedem que os estudantes vivam a escola como um espaço significativo de ampliação de conhecimentos e constituição de sua identidade pessoal.

Neste ano, tal configuração foi contestada, de maneira vigorosa, através do movimento dos estudantes secundaristas. Eles suscitaram não só a importância, mas como o debate em si, acerca da democratização da escola pública. Esta não deve ser vista como uma escola para as classes populares, mas uma escola de educação popular, que provoque os alunos e a comunidade escolar a indagar as relações entre essa mudança de perspectiva e a configuração da dinâmica pedagógica. Para que(m) serve o seu conhecimento?

Escolas públicas e o modelo de gestão democrática

Legalmente, a gestão democrática está amparada pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) sancionada no ano de 1996. Por meio de um conjunto de experiências, realizadas a partir das realidades locais e regionais no país, foi possível realizar um levantamento, permitindo uma análise das iniciativas adotadas.

A Constituição Brasileira e a LDB estabelecem a gestão democrática como o modo próprio de gerir as escolas públicas e os sistemas de ensino. Entre os princípios a serem observados estão:

1. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
2. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
3. Pluralismos de ideias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
4. Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
5. Valorização dos profissionais de ensino, garantindo, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, assegurado o regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União;
6. Gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
7. Garantia de padrão de qualidade.

Desdobramentos legais sobre a democratização da escola pública

Além da Constituição Federal Brasileira de 1988, diversas leis centradas na institucionalização de mecanismo de participação que garantissem a democracia e os direitos individuais, expandindo o conceito de cidadania e participação, foram sancionadas, entre elas a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 que no seu art. 14 estabelece:

Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público de acordo com suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I. Participação dos profissionais da escola no projeto pedagógico da escola;
II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.

O Projeto Político Pedagógico como instrumento de democratização da escola pública

O Projeto Político Pedagógico (PPP) é uma ferramenta gerencial, que auxilia a escola a definir suas prioridades estratégicas e a convertê-las em metas educacionais, além de medir se os resultados foram atingidos e a avaliar o próprio desempenho.

É importante ressaltar que o PPP é diferente de planejamento pedagógico, pois aquele é um conjunto de princípios que norteiam a elaboração e a execução dos planejamentos, por isso, envolvem diretrizes mais permanentes, que abarcam conceitos subjacentes à educação, tais como: conceitos antropológicos, epistemológicos, políticos e morais.

A democratização da escola deve contemplar, portanto, a ampliação das oportunidades educacionais, a difusão de conhecimento com cunho crítico e a inserção do indivíduo em um projeto coletivo, visando à mudança da sociedade, independente do porte de tal mudança.

Ampliando o acesso: uma luta por direitos

Com o ensino fundamental e médio universalizado, a luta é para ampliar vagas para outras etapas da educação. De acordo com um documento elaborado em 2011, pela Conferência Nacional de Educação (Conae): “A democratização da educação não se limita ao acesso e à instituição educativa. O acesso é a porta inicial para a democratização, mas torna-se necessário também garantir que todos que ingressam na escola tenham condições de nela permanecer, com sucesso.”

Partindo do pressuposto que o padrão de gestão das instituições públicas se altera conforme a reestruturação do capitalismo, bem como suas crises constantes, torna-se evidente a disparidade entre teoria e prática.

Contraditoriamente, a gestão democrática está presente na legislação da educação, por conta da luta dos trabalhadores desta área, mas, se desenrola de forma muito tênue e embrionária nas escolas públicas.

É imprescindível que a sociedade exerça seu direito à informação e à participação, e que o governo comprometa-se com a consolidação da democracia. Faz-se necessário, portanto, o envolvimento de grupos sociais nas instituições, como o conselho escolar. Além de incentivar o trabalho coletivo, uma gestão de sucesso necessita também de conhecimentos sobre legislação e possuir valores como: ética, solidariedade, equidade e compromisso.

Conclusão

A democratização da escola pública, bem como a adesão a um modelo de gestão em tais moldes, não pode ser tida como um fim em si mesmo, mas sim como um vetor para uma educação de qualidade, retomando a função social desta. Propor uma revisão crítica dos conteúdos desenvolvidos no ambiente escolar é igualmente importante. Todos esses aspectos contribuirão, certamente, para a formação de indivíduos politicamente engajados e conscientes de si, ambos os fatores indispensáveis para o progresso intelectual e social de um país.

É fundamental observar as relações existentes entre o discurso hegemônico sobre democracia e as práticas existentes no contexto escolar, buscando diminuir a distância entre a teoria e a prática, entre o idealismo e o pragmatismo.

A adoção de uma abordagem qualitativa, firmada em pressupostos teóricos sobre o tema, pode proporcionar o estabelecimento de um diálogo com o cotidiano escolar, uma vez que cria vínculo preciso, adequando a teoria àquele cenário em particular.

Conclui-se a urgência com que se dá a participação dos sujeitos pertencentes à comunidade escolar, como um chamado para que assumam o seu papel enquanto cidadãos para transformar o “sonho” de democratizar a escola pública em realidade.

Fontes:

http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v27n71/a02v2771.pdf
http://www.efdeportes.com/efd176/gestao-democratica-na-escola.htm
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAe3dAAL/gestao-escolar-democratica-contextualizacao-tema?part=2
http://pedagogiadidatica.blogspot.com.br/2008/11/pedagogia-crtico-social-dos-contedos.html
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/3550/projeto-politico-pedagogico-a-identidade-da-escola
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/161/artigo234838-1.asp
https://www.posgraduacaoredentor.com.br/hide/path_img/conteudo_542b0f0f91e35.pdf
http://periodicos.ufsm.br/reveducacao/article/view/17236
http://www.upf.br/seer/index.php/rep/article/view/2028