Qual o papel do diretor de escola?


A habilidade em liderar é indispensável para um diretor de escola.

Sem dúvida alguma, as questões relacionadas ao campo da educação estão ganhando uma importância cada vez maior no Brasil.
Os cidadãos começam a ter mais consciência política e isso proporciona um cenário muito favorável para que as instituições revejam suas metodologias pedagógicas e estratégias de gestão.

Além disso, a importância do trabalho dos professores quanto à formação das bases sólidas para nossa nação está ganhando cada vez mais notoriedade. Isso revela a urgência da sociedade valorizar o empenho destes profissionais.
Logo, os principais desafios que envolvem o trabalho de um diretor de escola dizem respeito à busca pelo equilíbrio entre a função de educador e gestor, trabalhando de forma eficaz nestes dois aspectos.

Pelo lado da gestão, é indispensável que o diretor encare a escola como uma empresa, pois para que ela se mantenha funcionando corretamente é preciso seguir determinadas regras em nome da eficiência quanto à utilização de todos os recursos envolvidos, sejam eles humanos, financeiros ou materiais.

Por uma outra perspectiva, a do educador, cabe ao diretor a responsabilidade de conscientizar sua equipe de professores, coordenadores e demais colaboradores a jamais tratarem os alunos apenas como um número na lista de chamada, mas sim como indivíduos que se transformarão em importantes agentes sociais.
Para que seja possível conhecer um pouco mais sobre as principais funções que envolvem o valioso trabalho de um diretor de escola, elencamos algumas etapas fundamentais para a execução dessa missão. Acompanhe!

Planejar

A função de planejar é essencial para o bom andamento de qualquer instituição ou empresa, sobretudo uma escola, pois ela lida com um dos bens mais preciosos para a vida de qualquer pessoa: A educação.
Entre as atribuições mais importantes do diretor está realizar o planejamento pedagógico, que consiste em definir junto à equipe de coordenadores e professores, todo conteúdo e atividades que nortearão o trabalho deles durante o ano.
Além disso, caberá também a este profissional o planejamento com relação aos orçamentos, calendários, número de vagas ofertadas e disponibilização dos recursos, garantindo o bom andamento de todas as rotinas no âmbito escolar.

Organizar

A função de organizar diz respeito a “dar corpo” para tudo que foi planejado. Logo, ao diretor de escola cabe a responsabilidade de movimentar recursos humanos, financeiros e materiais no intuito de cumprir objetivos e metas de curto, médio e longo prazo.
O diretor deverá delegar funções e responsabilidades entre todos os colaboradores da escola, abrangendo a equipe administrativa e principalmente os professores e coordenadores pedagógicos que estão na “linha de frente” do processo educacional.
Além de delegar, é necessário cobrar resultados com a finalidade de fazer com que todo planejamento seja cumprido. Logo, acompanhar e exigir o melhor desempenho também é papel da diretoria.

Orientar

Para muito além de todas as atividades de gestão, é absolutamente imprescindível que o diretor exerça um papel de orientador no sentido educativo do termo.
Isso significa dizer que caberá ao diretor de escola estar sempre disposto a ouvir todos os integrantes da sua equipe quanto aos desafios enfrentados no dia a dia.
Não é novidade que os professores sofrem uma grande pressão. Logo, para que eles consigam oferecer o melhor ensino aos alunos, antes de tudo é preciso que eles sejam compreendidos e respeitados.
É fundamental que o diretor faça reuniões em grupo e individuais, reservando um tempo para dedicar aos professores que exercem um papel fundamental não somente para a escola, mas sobretudo para a vida dos alunos e a sociedade como um todo.
É também indispensável que o diretor esteja aberto para conhecer as necessidades dos alunos, colocando-se à disposição para ouvi-los e também atender aos pais, que muitas vezes necessitam de uma orientação pontual quanto ao desempenho dos filhos ou sobre a estrutura oferecida pela escola.

Liderar

Liderar é muito mais que ocupar um cargo a nível de diretoria. Trata-se de uma habilidade desenvolvida e exercitada diariamente.
Por esta razão, ao diretor de escola também é dada a missão de inspirar sua equipe para que todos possam entregar o melhor de si. Isso reflete tanto no aprendizado dos alunos quanto no que diz respeito ao relacionamento entre os colegas de trabalho, tornando a equipe coesa, cooperativa e motivada.
Não poucas as vezes, será necessário que o diretor atue na solução de conflitos seja entre colegas, professores e alunos ou até mesmo professores e pais ou responsáveis.
Para isso, é imprescindível agir com bastante equilíbrio emocional e conhecimento quanto a todas as normas, leis e procedimentos aplicados no âmbito educacional.
Desta maneira, este profissional precisa estar muito bem preparado para todas as situações que exijam autoridade, firmeza e ao mesmo tempo serenidade e paciência.

Favorecer a capacitação

Para que os professores e demais colaboradores de uma escola possam apresentar um desempenho cada vez melhor, é extremamente necessário que o diretor favoreça a capacitação dos profissionais.
Ele poderá fazer uma escala para realização de cursos de aperfeiçoamento, assim como propor políticas de incentivo salarial para professores que melhoram seu nível de formação por meio da realização de cursos de especialização, por exemplo.

Analisar as métricas

Para que a eficácia quanto ao trabalho realizado pelo diretor de escola, professores e demais membros da equipe seja possível de ser mensurada, é necessário analisar as métricas.
As métricas consistem em resultados quantificados quanto a tendências, comportamentos ou variáveis.
Por exemplo, se determinada escola estabeleceu como objetivo de médio ou longo prazo aumentar o número de alunos aprovados no Enem, uma métrica interessante a ser analisada trata-se do índice de aproveitamento do conteúdo, demonstrado nas notas de redação dos alunos do terceiro ano.
Em um país como o Brasil que infelizmente ainda apresenta grandes defasagens quanto ao processo educacional de crianças, adolescentes e jovens, o trabalho e dedicação do diretor de escola torna-se ainda mais importante.
Acima de tudo, este profissional deverá ter profundo amor pelo que faz, conhecendo a fundo as questões mais cotidianas que envolvem o trabalho dos professores em uma sala de aula.
Com toda certeza, nossos mestres precisam ser devidamente valorizados e motivados para que cada vez mais eles possam contribuir para o futuro da nação, formando pessoas comprometidas com a ética e senso de cidadania.

Educação e cidadania: A chave para um mundo melhor.

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Marketing Escolar: como se sobressair?

Hoje em dia, as demandas das instituições de ensino são bastante diferentes daquelas de 25 ou 30 anos atrás. Esse é um ponto fundamental e precisa ser levado em conta na formulação das estratégias de marketing nas instituições de ensino.

Hoje, dada a competitividade do mercado, não restam dúvidas de que o planejamento das ações de marketing é necessário. Esse planejamento é tão necessário que está totalmente voltado para o aumento do número de taxa de matrículas. Portanto, o trabalho conjunto entre marketing e vendas é uma das grandes preocupações das instituição de ensino.

Como redesenhar o marketing das escolas e das instituições de ensino a fim de aumentar o número de alunos? Como atender as demandas e as necessidades do público alvo? Neste artigo, o objetivo é apresentar alguns insights sobre marketing educacional. Abordaremos, conjuntamente, os princípios de marketing úteis para as instituições e outros conceitos essenciais que garantem o nível de satisfação dos alunos.

O marketing das escolas e das instituições de ensino é redesenhado frequentemente com vistas aumentar o número de alunos.
 

Mudanças na sala de aula X Mudanças no marketing

 
Em um mundo em que a tecnologia corre em alta velocidade e proporciona revoluções em diferentes campos, a educação, da mesma forma, sofre grandes modificações. Todavia, as instituições de ensino brasileiras ainda funcionam com métodos do início do século XX.

Se, em termos de ensino, não podemos exigir avanços mais rápidos do que as escolas estão conseguindo, podemos recompensá-los no marketing educacional, já que este pode avançar e contribuir com o atual desafio.

Vamos direto ao ponto: o marketing educacional não pode ser modesto na hora de criar estratégias, principalmente diante de tantas mudanças em sala de aula. Confira abaixo algumas reflexões importantes a fazer antes de iniciar o plano de marketing da sua instituição:

* Como agem os pais e alunos na hora de escolher uma escola?
* Como a escola pode antecipar as decisões e escolhas dos pais e alunos para aumentar as chances de efetivação de matrícula?
* Como funciona o seu mercado? Há espaço para expansão?
* Quem são seus principais concorrentes?
* Por que seu produto é melhor do que o que já existe no mercado?
* Qual é sua estratégia para atrair novos consumidores?
 

A melhor estratégia: acertos no direcionamento da campanha

 
O ponto forte da estratégia de marketing educacional é quase sempre o público-alvo ao qual a campanha é direcionada. É necessário traçar os perfis adequados a fim de realizar captações de forma mais específica.

Para as gerações atuais, as mídias eletrônicas têm sido o melhor canal de captação. Segundo pesquisa da Fundação Telefônica, mais de 40% dos jovens usam a internet quase diariamente para pesquisas; para 42%, o celular é o principal meio de acesso à web.

As mídias mais eletrônicas têm sido o melhor canal de captação de alunos.

Conteúdo que vale ouro


Até o final do século XX, os recursos didáticos utilizados nas escolas se restringiam a livros didáticos, lousa e aula expositiva. Hoje em dia existe uma nova agenda de aprendizado. Essa agenda leva em consideração recursos multimídias que fortalecem o papel da criatividade e da inovação nas instituições de ensino.

Paralelamente às inovações em sala de aula, as estratégias de marketing de conteúdo ganharam espaço no marketing educacional.

O marketing de conteúdo cria conteúdo relevante e valioso, e acaba atraindo e gerando valor para as pessoas de modo a criar uma percepção positiva da instituição de ensino.

No caso das universidades, o marketing de conteúdo funciona como uma espécie de extensão da sala de aula, ou seja, distribui conteúdos para fora da sala da aula como forma de atração de públicos externos.

Dessa forma, o marketing de conteúdo produzido pelas instituições de ensino seria um instrumento para engajar públicos externos ainda não pertencentes à comunidade da instituição, o que acaba aumentando as chances de elevação das taxas de matrículas.

De fato, já existe um esforço para adotar conteúdo para além da sala de aula. Alguns deles postam aulas e disponibilizam conteúdos informativos utilizando-se das mídias sociais, muitas vezes de forma independente ou por teste dos professores.

Instituições que trabalham com educação há anos já começaram a adotar plataformas tecnológicas para distribuição de conteúdo. Essa distribuição não é feita só para ajudar de forma mais eficiente os estudantes, mas também para alcançar um número maior de pessoas em regiões mais remotas do país.

Importância da diversificação

A dinâmica do mercado pode deixar seus produtos parados no tempo e/ou inferiores aos da concorrência. Da mesma forma acontece no setor da educação. Não é possível sobreviver sem produtos.

É preciso desenvolver produtos para cada segmento e ter campanhas voltadas especificamente para cada um desses grupos. Por exemplo, existem sites de universidades que segmentam alunos por categoria, mostrando que, na cartela de produtos, existem aqueles próprios para segmentos específicos. Eis, aqui, a importância de se pensar os produtos que se vende, selecionando sempre o que vender e tomando as decisões certas de divulgação.

O papel do Inbound Marketing na Educação

É por meio da metodologia do inbound marketing que a equipe responsável pelo marketing da instituição de ensino constrói um relacionamento mais fiel com os alunos. Isso acontece desde quando ele começa a considerar a necessidade de um determinado curso.

O papel do chamado Inbound Marketing é orientar sem ser invasivo. Em outras palavras, inbound marketing significa mostrar ao aluno o porquê de sua instituição ser a melhor escolha.

Nesse espaço, o relacionamento entre cliente e empresa vai além da mera relação de compra e venda do produto. Vídeos e posts informativos, motivam e orientam o aluno para a compra.

Metodologias de Benchmarking

Como mostram os especialistas em marketing educacional, constantemente, o marketing bem-sucedido constrói atendimento de excelência e busca. Esses são diferenciais competitivos.

Às vezes, o caminho é a comparação com outras práticas. Dá-se o nome de benchmarking para tal técnica, cuja essência é a busca das melhores práticas de marketing como forma de ganhar vantagens competitivas.

A utilização da técnica compreende cinco etapas: o planejamento, no qual são definidas as melhores práticas a serem copiadas; a análise, na qual há a coleta, estudo e interpretação dos dados; a integração, na qual são definidas modificações possíveis; e a maturidade, que é quando se busca o aprimoramento das práticas e/ou dos produtos.

A essência do benchmarking é a busca das melhores práticas de marketing como forma de ganhar vantagens competitivas

Retenção do aluno também é marketing


Esta é uma etapa extra no marketing educacional, mas de extrema importância para instituições de ensino. Se há uma nova matrícula e um novo aluno, ele precisa sentir que fez a escolha certa.

Portanto, é importante continuar alimentando esse aluno, acompanhando sua evolução, suas dificuldades ao longo do curso e ofertando mais oportunidades de capacitação.

Em geral, as instituições sofrem com a evasão e a inadimplência. A instituição precisa demonstrar interesse no crescimento intelectual e profissional do seu aluno, dando segurança de que o investimento nas mensalidades tenha retorno garantido.

Certamente, este artigo te fez pensar sobre a importância do marketing educacional para o aumento do número de matrículas. Caso tenha restado alguma dúvida, sugestão ou reflexão, fale conosco!

O que é a Gestão Pedagógica?

Uma verdade onipresente: as escolas têm sido cada vez mais criticadas.

Em almoços de família e na mídia, o que não falta são pessoas apontando defeitos que julgam interferir na educação das crianças, em alguns casos, seus próprios filhos:

Os professores são muito moles. Os alunos são muito desinteressados. E talvez o mais importante: os pais são muito omissos porque jogam a responsabilidade nos ombros do professor.

Ver e apontar a necessidade da mudança é mais fácil que arregaçar as mangas e mudar de fato. Conquistar transformações internas na escola é um processo árduo, pois mudar um sistema que pouco aceita sugestões e já é organizado daquela forma requer muita paciência. Até porque há muita resistência do sistema educacional, tanto por medo de tentar o novo quanto por costume a certos velhos hábitos que aparentemente funcionam.

Encontrar uma nova forma de trabalhar a educação refere-se a repensar a forma de ensinar.
Para o professor, isso implica em recriar seu comportamento e atitude em sala de aula e fora dela, na frente do estudante, para entender o que ele deve passar para o aluno e em como fará isso.

 

A escola e seu papel na sociedade

Desde que existe, a escola sempre ensinou muito mais que apenas conteúdos didáticos. Uma de suas obrigações é formar cidadãos conscientes através de competências e habilidades de que o indivíduo precisará para se encontrar na sociedade e tomar atitudes que não prejudiquem a ele e nem aos demais.

Nesse caso, competências e habilidades incluem pensamento ético e moral, que algumas escolas relacionam à religião e aos ensinamentos bíblicos.

É um ambiente de reflexão no qual o professor se transforma em mediador, em facilitador. Ele precisa criar situações que ensinem ao aluno o conteúdo proposto e situações que ele levará para toda sua vida.

 

A gestão pedagógica

Este termo é diferente da expressão “administração escolar” e pretende trazer elementos primordiais para aumentar a eficiência do ensino.

A gestão escolar pedagógica é a vertente com mais importância e significado da administração escolar. Não existe só em escolas regulares, mas também em instituições de cursos livres e profissionalizantes, idiomas ou curso superior.

É a responsável pela organização e pelo planejamento do sistema educacional.

A partir do estabelecimento de metas para aquele ano letivo, a gestão pedagógica administra os recursos disponíveis e procura novos, se for possível, escolhe quais serão as linhas de atuação aplicadas pelos discentes a fim de melhor cumprir essas metas e cria e coloca em ação projetos para complementar as ferramentas escolhidas no decorrer do planejamento.

Responsável pela área educativa da escola e pela educação que a instituição oferecerá aos matriculados, ela visa à melhoria da qualidade de ensino e o auxílio aos membros da comunidade onde a escola está inserida.

Também analisa o desempenho dos alunos, professores e funcionários: de toda a equipe escolar, que, unida, obviamente cria um trabalho muito mais consistente do que se cada um se esforçasse individualmente.

É de sua alçada, portanto: a criação e o estabelecimento dos objetivos gerais e específicos; planos de curso e de aula; avaliação; treinamento dos profissionais; valorização da ética, artes e físico; fornecer uma educação infantil de qualidade; envolver todos os professores na discussão do projeto pedagógico.

Todos os processos pedagógicos são revistos anualmente e, quando preciso, reformulados. As ferramentas de ensino e disciplina são revisadas, melhoradas ou eliminadas, tornando o sistema mais equilibrado e coerente com a linha de ensino exigida pelo Estado.

 

A hierarquia da gestão pedagógica

O Diretor é o “chefe” e seu braço direito é o Coordenador, quando essa função existe na instituição.

Administrar essas funções relaciona-se diretamente à organização e ao planejamento do sistema educacional, dos recursos humanos e tecnológicos necessários e à criação e ao estabelecimento de projetos pedagógicos.

É responsabilidade do Diretor garantir a eficiência desses projetos, mas não sozinho: coordenadores e professores precisam estar presentes na elaboração e na manutenção de todo o processo, apontando quais são os problemas, as melhorias e as necessidades. Os professores, principalmente, quando se trata dos alunos, por serem os profissionais que mais têm contato com eles.

Abaixo, listaremos algumas das principais funções dos diretores das instituições de ensino:

→ Relacionar conceitos, conteúdos e estratégias de ensino

→ Estabelecer, juntamente com coordenadores e professores, objetivos a serem cumpridos no decorrer do ano letivo, visando à melhoria dos processos pedagógicos e da transmissão do conhecimento

→ Encontrar e implantar os melhores recursos em prol da realização desses objetivos

→ Conseguir que profissionais de ensino e membros da comunidade onde a escola foi inserida assumam juntos o compromisso de melhorar a educação fora da escola, seja criando contextos de aprendizado externos seja reforçando os aprendizados transmitidos pelos discentes

→ Despertar o desejo de conhecimento: no professor, de transmitir; no aluno, de receber

→ Avaliar o trabalho exercido pelos professores e funcionários

→ Criar formas de envolver mais os alunos na própria educação, criando projetos externos viáveis ou escolhendo novos materiais e/ou métodos de ensino

→ Criar também um ambiente estimulante, que incentive o aluno e o professor a se relacionarem e trazerem o conteúdo ensinado para suas vidas

→ Manter um relacionamento estreito com os educadores, coordenadores, funcionários e alunos para ter um controle mais rígido da instituição, sem perdas de controle e fugas disciplinares graves

→ Estabelecer o foco de aprendizagem, atentando-se ao currículo e à grade escolar, à metodologia de ensino em vigência e sugerindo mudanças que melhorem a eficiência de todo o processo

A gestão escolar pedagógica não é o único pilar de uma escola, embora seja o principal.

Ela funciona em conjunto com várias outras, como a gestão administrativa, financeira, de recursos humanos, de comunicação e de tempo e eficiência dos projetos aplicados.

O perfeito funcionamento de uma instituição de ensino depende do equilíbrio entre essas diferentes administrações. Para que ele exista, são necessárias reuniões periódicas dos seus responsáveis, nas quais serão revistos os últimos relatórios de resultados positivos e negativos, os avisos de falhas ou potenciais melhorias e as necessidades.

O que não fazer nas mídias digitais da sua escola

Gerenciar as mídias digitais é fator essencial para garantir a boa imagem da escola.

Mídias digitais, em tempos de pleno acesso à internet e redes sociais, grande parte das instituições precisam dar uma atenção mais que especial a todos os detalhes que envolvem os conteúdos publicados nas mídias digitais.

O motivo não é em vão. Pesquisas na área de marketing comprovam que a grande maioria da população escolhe produtos e serviços a partir da consulta aos principais canais de comunicação digital das empresas, tais como Facebook, Instagram, Youtube etc.

Entretanto, muitas instituições ou empresas, por falta de conhecimento exato quanto a este assunto que ainda é novo para muita gente ─ o marketing digital ─, acabam cometendo alguns erros que poderão prejudicar o bom andamento dos negócios.

Por este motivo, elaboramos uma relação de itens que dizem respeito ao que não fazer nas mídias digitais da sua escola. Acompanhe!

1. Colocar fontes duvidosas


Nada pode ser mais prejudicial para a imagem de uma instituição educacional que vincular conteúdos de fontes duvidosas em seus canais de comunicação, principalmente nas mídias digitais que possuem um alcance de acessos infinitamente maior.

A escola, por sua natureza, deve sempre ser a fonte mais confiável de informação. Logo, ao falar sobre determinados assuntos nas redes sociais, sejam notícias, curiosidades ou qualquer outro, é imprescindível que os mesmos estejam vinculados a sites e profissionais confiáveis.

Em hipótese alguma deve-se vincular à imagem da escola conteúdo duvidoso de alguns sites de entretenimento, blogs ou qualquer outra fonte que prejudique a credibilidade da postagem e, consequentemente, da instituição. Portanto, caberá ao responsável pelas publicações feitas nas mídias digitais pesquisar um pouco mais a informação para verificar sua veracidade.

Uma boa alternativa consiste em ter um histórico de sites e páginas confiáveis, o que irá economizar o tempo de checar informações e oferecerá muito mais segurança quanto à postagem.

2. Restringir a linguagem a um público

Todas as escolas precisam estabelecer uma comunicação eficaz com basicamente dois públicos: Jovens e pais ou responsáveis por eles.

Desta maneira, um dos erros mais comuns cometidos pelas escolas ao divulgar seu conteúdo nas mídias digitais consiste em utilizar uma linguagem excessivamente formal, buscando atingir apenas os pais ou responsáveis.
Por outro lado, até mesmo estabelecer uma comunicação apenas “infantil” ou jovial demais também não é recomendado. É necessário equilibrar a linguagem e conteúdo de imagens que busquem atingir estes dois públicos, ou seja, que atenda os pais ou responsáveis, mas também os alunos.

3. Descuidar das fotos e imagens

As fotos e imagens sem dúvida alguma consistem nos grandes elementos referentes ao conteúdo publicado nas redes sociais. Como menciona o antigo ditado: “Uma imagem diz mais que mil palavras. ”

Para que estes recursos visuais atinjam o objetivo desejado, é indispensável que eles sigam algumas recomendações. São elas:

Prezar pela qualidade das fotos
Um erro brutal nas redes sociais de muitas instituições consiste em publicar fotos tiradas pelo celular, posto que a resolução delas ainda não é tão boa quanto a de uma máquina profissional, por exemplo.

Isso sem contar que jamais deverão ser postadas fotos tremidas ou embaçadas. Além de não seguirem normas básicas de estética, elas denotam um certo descuidado, prejudicando imensamente a imagem da escola. No âmbito institucional é imprescindível que as fotografias sejam feitas por um profissional, já que ele entregará um trabalho de máxima qualidade, influenciando na credibilidade da página.

As pesquisas de marketing digital comprovam que as instituições ou empresas que investem na qualidade de suas fotos e imagens, possuem maior índice de curtidas e compartilhamentos, alavancando seus produtos ou serviços.

Colocar legendas e descrições
O objetivo das legendas ou descrições de fotos é informar o leitor quanto ao que de fato aconteceu. Por isso, não há necessidade de grandes textos.

Basta explicar brevemente a importância do momento registrado para a instituição, pessoas envolvidas e até mesmo para a comunidade.

Por exemplo: O registro fotográfico dos alunos aprovados no vestibular poderá parabeniza-los na legenda, mencionando a satisfação da instituição e uma pequena frase de um deles relatando a alegria deste momento.

Criar álbuns
Ao publicar uma grande quantidade de fotos, ao invés de postá-las separadamente, a melhor alternativa é criar um álbum.

Muitas postagens diferentes sobre o mesmo evento acabam “sobrecarregando” a timeline dos usuários e desfocam a atenção.

Por isso, o ideal é reunir as fotos em um álbum nomeando-o com título e data do evento.

4. Usar as mídias digitais para tudo


É indispensável que as escolas jamais utilizem as redes sociais como canal exclusivo de comunicação com alunos, pais ou responsáveis.

Desta forma, todos os avisos de caráter informativo e comercial deverão ser fixados e divulgados em locais acessíveis, evitando o esquecimento de datas importantes quanto a provas, eventos, prazos de mensalidades etc.
As escolas jamais poderão abrir mão dos canais convencionais de comunicação em virtude da utilização das mídias digitais.

5. “Infantilizar” a instituição onde há também alunos de ensino médio


Para as escolas que possuem uma estrutura em atendimento ao ensino fundamental e médio, é indispensável atender a estes dois públicos, que são bem diferentes.

O grande erro de muitas escolas é “infantilizar” demais a instituição onde há também alunos do ensino médio.
Desta maneira, como poderá haver identificação por parte dos alunos mais velhos se a escola vive em função do ensino infantil?

Para agradar os dois públicos, é essencial mesclar o conteúdo da comunicação estabelecida das mídias digitais tanto no que diz respeito à linguagem escrita quanto aos recursos de imagem, buscando atingir todas as faixas etárias dos alunos vinculados à instituição.

6. Exagerar nas publicações


O exagero quanto às publicações consiste também em um dos erros muito cometidos com relação às mídias digitais das escolas.

De forma geral, são dois os principais. Um deles diz respeito ao excesso de postagens. Atualmente, por mais que as pessoas se mantenham conectadas, ninguém tem tempo de ler tantas informações divulgadas nas redes sociais.
Além disso, o excesso de conteúdo, seja ele escrito ou em imagens, causa um certo “cansaço” para o leitor, aumentando inclusive a possibilidade dele “descurtir” a página.

O ideal é estabelecer um número máximo de publicações por semana, não passando de uma por dia.
Outro erro com relação às postagens consiste em supervalorizar a escola, colocando conteúdos que não revelam a realidade da instituição.

É indispensável que a comunicação seja natural, sem jamais oferecer ou mostrar algo além do que a instituição poderá oferecer. Nada pode ser mais prejudicial para qualquer organização que a dita “propaganda enganosa” ou forçada.

7. Deixar de transmitir a missão e os valores da instituição


No que se refere à comunicação nas mídias sociais, um dos erros das escolas diz respeito a não transmitir em seus conteúdos a missão e valores da instituição.

Muitas escolas acabam focando somente nos serviços oferecidos, corpo docente etc. Principalmente no setor educacional, é fundamental divulgar a missão e valores da instituição, fortalecendo sua imagem diante da comunidade ao revelar seu senso de comprometimento para com seus alunos, familiares e sociedade como um todo.

Também é muito interessante que a escola vincule às redes sociais conteúdos relacionados a projetos socioambientais desenvolvidos pela instituição ou algum outro no qual ela seja parceira.

Nada é tão bem visto atualmente quanto um legítimo comprometimento socioambiental por parte das empresas, principalmente aquelas ligadas à área da educação, já que ela é responsável por desenvolver o senso de cidadania nos jovens e crianças.

Um caso de sucesso quanto à divulgação de uma ação socioambiental realizada pela escola, consiste na publicação de fotos dos alunos plantando mudas em alguns pontos da cidade no Dia da Árvore, por exemplo. Imagens caprichadas e boas legendas poderão ser suficientes para aumentar a credibilidade da escola perante a população.

8. Deixar de publicar histórias de superação


Quando as pessoas pensam na palavra educação, logo vem à mente a superação dos próprios limites. Por esta razão, as pessoas se encantam com belas histórias sobre a superação de grandes desafios por parte dos alunos.

Além disso, para o aluno e seus pais ou responsáveis, nada é tão gratificante quanto ver que todo esforço valeu a pena ao ter sua imagem vinculada a um caso de sucesso. Por isso, publicar nas redes sociais da escola histórias de alunos que passaram em concorridos vestibulares, que ganharam algum campeonato esportivo ou que obtiveram prêmios de redação, torneios de matemática etc, são essenciais para fortalecer a imagem da instituição.

9. Não ser participativo


Infelizmente, muitas escolas ainda mantem uma estrutura muito centralizada quanto à comunicação, incluindo as mídias digitais. Para usufruir de todos os benefícios fornecidos por estes canais, é fundamental que alunos, pais ou responsáveis possam participar quanto ao planejamento dos conteúdos.

Muitas das vezes, os jovens têm muito a contribuir e entender suas necessidades e anseios é fundamental na hora de definir os conteúdos a serem publicados.

10. Não publicar conteúdos complementares


No que diz respeito à gestão das mídias digitais das escolas, outro erro muito comum consiste em não vincular os chamados conteúdos completares ao site, páginas do Facebook ou até mesmo canal no Youtube.
O conteúdo complementar se trata daquelas informações que não estão diretamente relacionadas à escola, mas que possuem um caráter educativo ou de auxílio ao aprendizado.

Por exemplo, na página de Facebook de uma escola, publicar um artigo a respeito de dicas de memorização consiste num excelente conteúdo complementar, já que não está se referindo à instituição, mas agregando conhecimento para quem acessa a página ou blog.

É preciso que a instituição tenha bem claro que antes de qualquer coisa sua grande missão é educar. Somente com ela bem fortalecida perante a comunidade, alunos, pais ou responsáveis, é que a escola obterá os melhores resultados em todos os aspectos.

11. Deixar de vincular entrevistas com professores


Muitas instituições educacionais possuem renomados e talentosos professores em seu corpo docente, entretanto, elas esquecem de dar a eles a devida importância. Uma simples entrevista com perguntas e respostas interessantes e objetivas poderão se transformar em excelentes conteúdos para as mídias digitais da escola.

Para instituições que possuem alunos no ensino médio, um momento propício para divulgar estas entrevistas é algumas semanas antes do Enem e dos principais vestibulares. Esta estratégia aumenta muito o número de acessos aos canais, pois fornece conteúdo de qualidade e que vai ao encontro da necessidade do público-alvo.

Além disso, realizar entrevistas com os professores é uma interessante maneira de motivá-los e ao mesmo tempo demonstrar toda capacidade intelectual dos seus profissionais, passando ainda mais credibilidade para a população.

12. Negligenciar número de curtidas e comentários


No caso de instituições e empresas, não basta criar contas nos canais de mídias digitais sem atentar-se para os indicadores fundamentais quanto ao desempenho delas.

No caso das escolas, também é essencial analisar o número de curtidas e comentários feitos em cada post, já que eles são importantes indicativos quanto aos demais conteúdos que deverão ser publicados.

Através desta simples análise, é possível verificar quais conteúdos são mais absorvidos pelo público, assim como também aqueles que apresentam maior índice de compartilhamento e número de acessos.

A importância das mídias digitais para as escolas


As mídias digitais se transformaram em ferramentas indispensáveis para todas as instituições.

É de extrema importância que os responsáveis pela gestão das mídias digitais das escolas tenham consciência de que estes canais não se tratam de “revistas eletrônicas”, mas sim de importantes ferramentas de marketing que poderão interferir no sucesso da instituição.

Para que estas ferramentas proporcionem o efeito desejado, é indispensável preocupar-se com o desempenho delas, já que todo trabalho desenvolvido no que diz respeito aos conteúdos deve ter por objetivo atrair a atenção do seu público-alvo e fortalecer a imagem da instituição perante a comunidade.

É interessante ressaltar que as instituições educacionais, são por excelência formadoras e divulgadoras de opinião. Por este motivo, é fundamental que elas mantenham em todos os seus canais de comunicação um conteúdo significativo para as pessoas.

Sobretudo neste momento onde os brasileiros valorizam cada vez mais o poder transformador da educação, as instituições que naturalmente buscam entregar bons serviços e conteúdos de relevância, certamente obterão muito mais destaque no mercado.

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O que é planejamento escolar para a educação infantil

Em poucas palavras, o planejamento escolar inclui as ações de racionalizar e organizar as atividades do projeto pedagógico das escolas. O planejamento administra as modificações e também define as linhas de ação. Afinal, se escola é lugar de aprendizado não pode funcionar a base de imprevistos.

Cada instituição de ensino tem autonomia para elaborar o seu planejamento anual. Na educação infantil não é diferente. O sucesso dessa empreitada depende do quanto os professores se empenham, programam e planejam as atividades a serem desenvolvida.

Neste artigo, você aprenderá mais sobre o que se deve levar em conta no planejamento das escolas de educação infantil, os regimentos a serem cumpridos e os planos funcionais que são considerados pelos educadores.

O planejamento escolar racionaliza e organiza as atividades do projeto pedagógico das escolas.

Reinício do ciclo

Entra ano, sai ano, os coordenadores das escolas repetem o processo contínuo de planejamento, com datas certas para começar e acabar, já que o calendário escolar é dos ciclos mais bem definidos do ano.

É fato que, a qualquer momento, um fato novo pode provocar a redefinição como feriados não esperados ou alterações da dinâmica interna, exigindo a intervenção da administração no planejamento.

 

Para além da sala de aula

É exatamente esta a importância do planejamento escolar: o trabalho dos educadores da educação infantil é propositalmente sistemático. Os centros são o aprendizado, o contexto social e os alunos. Por essa razão, a complexidade do trabalho está não só vinculada apenas à sala de aula, mas também às exigências sociais e às famílias dos alunos.

Não se trata apenas de preencher formulários para controle pedagógico, mas também organizar as ações político-pedagógicas, considerando problemáticas sociais concretas, econômicas e culturais que envolvem a comunidade.

 

A quem serve o planejamento escolar

Conforme mencionado no início deste artigo, o objetivo do planejamento é claro e evidente: evitar a improvisação. Há algo, porém, que o planejamento nos ensina que devemos preservar.

O planejamento favorece a explicitação dos princípios, das diretrizes e dos procedimentos do trabalho do docente, articulando-os com o contexto social.

O planejamento também assegura a unidade e a coerência do trabalho nas escolas. Com planejamento, é mais fácil aperfeiçoar os progressos, selecionar o material didático em tempo hábil e replanejar o trabalho frente a novas situações que possam ocorrer.

Coordenadores e professores garantem que o planejamento dever ser um guia de orientação, na medida em que segue uma lógica sequencial.

Um dos segredos do bom planejamento é sua coerência, ainda que esteja esse aberto à flexibilização.

 

O papel dos professores frente ao planejamento

Unindo esforços, gestores e professores na educação infantil são os responsáveis pelo planejamento escolar. Ao mesmo tempo que são agentes de planejamento, os professores se beneficiam dele.

Os professores utilizam o planejamento para ir criando e recriando, quando preciso, sua didática, além de enriquecer sua prática profissional. Por isso, o planejamento deve ser encarado como uma oportunidade para professores refletirem sobre seu trabalho dentro da lógica da auto-observação.

Os gestores, por sua vez, têm no planejamento uma tarefa a mais: a formulação do Plano Político-pedagógico de Gestão Escolar, o qual discutiremos no próximo item.


Os professores utilizam o planejamento para ir criando e recriando sua didática

 

O planejamento escolar e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação abrange “os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Por força, portanto, dessa lei as instituições de ensino devem formular o planejamento e o desenvolvimento do projeto pedagógico. Há, portanto, pontos da LDB que, obrigatoriamente, precisam ser cumpridos na formulação do planejamento escolar. Vamos conhecer alguns deles.

Nos termos da LDB, os cursos de Educação Infantil terão carga horária de 200 dias letivos no ano civil. Há, ainda, a obrigatoriedade de formulação do Plano Político-pedagógico de Gestão Escolar, um instrumento de trabalho dinâmico e flexível que propõe ações para a execução da Proposta Pedagógica da escola em um determinado período letivo e norteia o gerenciamento das ações escolares.

No Plano de Gestão, a escola deve apresentar sua proposta de trabalho, ressaltando seus principais problemas e os objetivos a alcançar. A escola, no Plano de Gestão, explicita, também, como, por quem e quando as ações serão realizadas, bem como os critérios para acompanhamento, controle e avaliação do trabalho desenvolvido.

Conheça outras exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para a educação infantil:

● A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até cinco anos.

● A avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento.

● Um das regras é o atendimento à criança de, no mínimo, quatro horas diárias para o turno parcial e de sete horas para a jornada integral.

● O controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas.

Todas essas exigências devem ser levadas em conta no planejamento.

 

O que deve conter o Plano de Gestão?

Resumidamente, o Plano de Gestão deve conter, no mínimo, a identificação e a caracterização da unidade escolar, de sua clientela, seus recursos físicos, materiais e humanos.

Além disso, supõe-se que ele deve incluir a caracterização da comunidade e sua disponibilidade de recursos, os objetivos gerais e específicos da escola, a definição de metas a serem atingidas e ações a serem realizadas.

Fazem parte também do plano de gestão a descrição dos cursos mantidos pela escola, das composições dos diferentes núcleos de trabalho que compõem a escola, dos projetos curriculares e atividades de enriquecimento cultural e dos critérios de acompanhamento, controle e avaliação do trabalho realizado pelos diferentes componentes do processo educativo.

Pela legislação em vigor, as escolas têm liberdade para adotar a linha pedagógica que considerem mais apropriada

 

E o projeto pedagógico?

Até agora, aprendemos que o planejamento escolar inclui as ações de racionalizar e organizar as atividades do projeto pedagógico das escolas. Mas, afinal, o que é um projeto pedagógico?

O projeto pedagógico é denominado também Plano Escolar, no qual são esboçados os objetivos gerais e específicos educacionais da escola, assim como as metas a atingir, formas de acompanhamento e avaliação dos alunos.

O projeto evidencia a faixa etária a ser atendida, os conteúdos programáticos para cada série e os resultados que se pretende obter, ao esboçar a metodologia pedagógica escolhida: sócio construtivismo, Montessori e outras.

Segundo a lei atual, as escolas têm liberdade para adotar a linha pedagógica que considerem mais apropriada, desde que respeite a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional exige, por exemplo, que o Projeto Pedagógico seja acompanhado do Regimento Escolar, no qual estão os objetivos educacionais gerais e específicos da escola, suas metas de trabalho, seu regime de funcionamento e a descrição dos direitos e deveres da direção, coordenação, professores, funcionários, pais e alunos.

Continue a acompanhar nessas publicações e aprenda mais sobre educação.

5 Erros do marketing escolar

No marketing escolar, alguns erros podem causar grandes prejuízos para o negócio.

Atualmente, devido às inúmeras ferramentas tecnológicas disponíveis no mercado e amplo acesso quanto aos benefícios da internet e redes sociais, tornou-se imprescindível para todas as empresas realizarem um excelente trabalho de marketing.

A todo momento as pessoas são “bombardeadas” com diversas informações. Entretanto, apenas aquelas que apresentam interessantes diferenciais e qualidade de conteúdo poderão chamar mais a atenção dos futuros clientes.

Por esta razão, um trabalho eficaz de marketing escolar deve ser altamente estratégico, sendo indispensável evitar alguns erros que certamente poderiam ser fatais para o sucesso do negócio. Falaremos sobre os principais deles.

1. Não se comunicar com o público jovem


Embora os pais e responsáveis pelos alunos também sejam – e devem ser– considerados como o público-alvo das instituições no âmbito educacional, um dos erros básicos das escolas quanto à elaboração das estratégias de marketing consiste em não priorizar as campanhas de comunicação para o público jovem – cliente final dos seus serviços.

Logo, em virtude da ausência de empatia com relação a esse público, a linguagem utilizada nos principais canais de comunicação da instituição se apresenta excessivamente formal, rebuscada ou pouco atrativa, consistindo em um dos erros mais nocivos do marketing escolar.

Para solucionar esta questão, é indispensável que os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das estratégias estejam bem antenados quanto ao “mundo deles”, buscando identificar seus gostos, posturas e comportamentos de compra, já que eles serão os principais influenciadores para a decisão dos pais.

Cada vez mais, os jovens estão tomando consciência da sua responsabilidade a nível social e até mesmo com relação ao meio ambiente. Basta analisar todas as grandes ideias surgidas nos últimos anos em diversos movimentos sociais que tiveram origem em grupos de jovens.

As escolas de forma geral precisam estar atentas a isso, buscando inovar conceitos, metodologias e oferecer todos os conhecimentos acadêmicos por meio de uma nova abordagem. Desta forma, é imprescindível que as ações de marketing escolar possam impactar essas pessoas de maneira positiva utilizando uma linguagem jovial, riqueza artística e ampla divulgação nos principais canais de comunicação utilizados pelos jovens.

2. Não expressar os principais valores institucionais


A base de qualquer instituição reside em seus valores, princípios, missão, objetivos etc, ainda mais quando se trata de segmentos ligados à educação, que possuem o intuito de fornecer conhecimentos para toda vida.

É indispensável que estes valores e demais diretrizes que norteiam o trabalho desenvolvido pela instituição estejam bem claros para a comunidade e principalmente para o público-alvo.

Desta forma, um dos erros com relação ao marketing escolar diz respeito ao fato desses valores não serem adequadamente expressados durante as campanhas.Por este motivo, o público não consegue identificar os diferenciais oferecidos pela instituição, o que certamente enfraquece seu nome e imagem diante do mercado que ela almeja atingir.

Para reverter esta situação, é indispensável que sejam revistas as estratégias de marketing adotadas, buscando enfatizar todos os aspectos que envolvem os principais valores da instituição, demonstrando o quanto ela preza pela excelência na educação oferecida aos seus alunos.

A sociedade vem passando por mudanças estruturais quanto à valorização da ética assim como fortalecimento das bases educacionais oferecidas pelas instituições em todo Brasil. Assim, para que uma escola se destaque, é preciso que ela procure deixar bem claro seus valores, aumentando a credibilidade dos seus serviços.

3. Não conhecer os serviços


Sem dúvida alguma, uma das maiores defasagens numa instituição de ensino diz respeito à falta de informação por parte dos membros da equipe. Muitas vezes, os colaboradores responsáveis por fornecer maiores detalhes quanto ao processo e valores de matrícula, metodologia de ensino, atividades extracurriculares, número de alunos por turma, informações quanto ao corpo docente etc, se sentem totalmente “perdidos”, deixando de transmitir a confiança necessária para os alunos ou responsáveis.

Com esse desencontro de informações, não há estratégia de marketing escolar que resista. Por este motivo, é fundamental investir no treinamento da equipe de atendimento, fornecendo constantes instruções e apresentações quanto a todos os detalhes que envolvem os serviços ofertados pela instituição.

Uma apresentação bem didática acompanhada por um material de apoio simplificado consiste numa excelente alternativa para manter toda equipe de colaboradores muito bem informada e afiada para esclarecer qualquer tipo de dúvida dos futuros alunos. Nada transmite mais credibilidade e segurança para as pessoas que procuram uma instituição de ensino que serem atendidas com objetividade e clareza.

4. Não pensar na fidelização


Na maioria das vezes, as estratégias adotadas nas campanhas de marketing escolar são focadas em conquistar novos alunos, mas não em fidelizá-los. Isso sem dúvida acarreta grandes prejuízos para a instituição, já que é comprovado que os custos para obter um novo aluno são infinitamente maiores que aqueles empregados para mantê-lo.
Fidelizar significa desenvolver políticas e estratégias no intuito de manter o aluno já matriculado satisfeito com relação à estrutura oferecida pela escola.

Isso envolve investir numa metodologia de ensino atualizada, prezar por um corpo docente capacitado, oferecer incentivos financeiros (como desconto em mensalidades ou pacotes) e acima de tudo, buscar proporcionar um processo educativo que considere a formação integral do indivíduo e não apenas mais um número na lista de matrícula.

5. Não seguir as diretrizes das campanhas de marketing escolar


Nada pode ser mais prejudicial para a imagem de uma instituição de ensino que não cumprir com as diretrizes estipuladas na sua campanha de marketing.

Muitas instituições prometem inúmeras vantagens e diferenciais para os alunos, no entanto, na hora da matrícula tudo muda de figura e o aluno que até então já estava conquistado, passa a odiar a instituição. Por esta razão, é elementar que todas as informações divulgadas nas campanhas quanto a preço, condições de pagamento, metodologia e demais informações estejam muito claras e sejam devidamente cumpridas.

Ainda mais em se tratando de instituições ligadas à educação, é imprescindível zelar pela imagem e postura ética diante da comunidade, alunos, professores e todos os demais usuários dos seus serviços. Esta é sem dúvida a melhor estratégia de marketing escolar a ser adotada.